Sem-terra destroem ferrovia da Vale

Rio de Janeiro, 14 mai (EFE) - Militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) destruíram hoje uma ferrovia de propriedade da Vale, que transporta 285 mil toneladas de ferro por dia, informou a empresa. Os manifestantes do grupo cortaram os cabos de fibra óptica, levantaram os carris com uma alavanca e queimaram vários pneus nas ferrovias que levam à jazida de Carajás, no Pará (norte), o que impediu o tráfego dos trens da empresa. Várias centenas de membros do MST tinham ocupado as vias na tarde de terça-feira e seqüestraram dois funcionários da companhia que hoje foram libertados, afirmaram à Agência Efe porta-vozes da Vale. Segundo a empresa, com esta paralisação também deixaram de ser transportadas 1.300 pessoas por dia entre 23 municípios do Maranhão e do Pará.

EFE |

A Vale calcula que serão necessárias 100 horas de trabalho para reparar os danos causados pela ocupação camponesa.

O MST afirmou em nota que a invasão foi pacífica, que não houve destruição e que com esta ação tentam pedir a retirada da empresa de Serra Pelada, área de proteção ambiental, onde a Vale "não respeita os direitos sociais e ambientais das comunidades". EFE jrt/db

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