Sempre há riscos, diz Strauss-Kahn sobre contágio da crise grega

SÃO PAULO - O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn disse entender a revolta da população grega com relação às medidas tomadas pelo governo do país. "Eles devem entender que os europeus e o FMI foram lá para ajudá-los, a pedido do governo deles", sustentou em entrevista ao jornal "Le Parisien".

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SÃO PAULO - O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn disse entender a revolta da população grega com relação às medidas tomadas pelo governo do país. "Eles devem entender que os europeus e o FMI foram lá para ajudá-los, a pedido do governo deles", sustentou em entrevista ao jornal "Le Parisien". Questionado sobre a existência de um risco de contágio da crise grega na Europa, ele comentou que "sempre há riscos", mas disse que o plano grego foi dimensionado para evitar uma contaminação. De qualquer forma, acrescentou, há a necessidade de todos ficarem "extremamente vigilantes". No fim de semana, líderes europeus e o Fundo acertaram um pacote de 110 bilhões de euros para resgatar Atenas. Em contrapartida, o governo grego tem de realizar novas medidas para enxugar custos, que são alvo de protestos hoje nas ruas da Grécia. O representante do FMI afirmou que o plano para a Grécia tem o objetivo de salvar o país. Segundo ele, os gregos enfrentam hoje dois problemas: "uma dívida muito alta e uma competitividade muito fraca". (Juliana Cardoso | Valor)

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