Seminário ibero-americano aposta na educação como arma contra insegurança

Madri, 23 jun (EFE).- A educação universal foi apontada hoje como a melhor estratégia para evitar a insegurança dos cidadãos, que em muitos países ibero-americanos surge da pobreza e do desemprego dos jovens, segundo autoridades e analistas das duas margens do Atlântico.

EFE |

Com o objetivo de procurar iniciativas para combater a violência social, foi aberto hoje em Madri o seminário "Educação, cooperação e segurança cidadã", organizado pela Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

O Brasil foi representado pelo secretário executivo do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), Ronaldo Teixeira, e o evento contou com a presença de várias personalidades, entre elas o secretário-geral da OEI, Álvaro Marchesi Ullastres.

Além disso, na abertura do seminário, o secretário-geral ibero-americano, Enrique Iglesias, disse que a aglomeração carcerária na região, que transforma as prisões na "universidade do crime", faz com que a insegurança se transforme em um assunto "sumamente grave" e que requer especial atenção, além de ter citado as iniciativas realizadas pelo Brasil.

O Brasil desenvolve o Pronasci, projeto através do qual o Governo se propõe a melhorar as condições de vida das comunidades e também humanizar o sistema penitenciário.

Teixeira explicou que, para falar de desenvolvimento, "é necessário ter segurança" em todos os âmbitos: político, jurídico e econômico, e destacou que não se pode falar de segurança pública sem considerar a cidadania.

O secretário executivo do Pronasci explicou vários projetos realizados pelo Governo federal, que ampliou a educação a mais de 44 milhões de crianças e jovens como ponto de partida da inclusão social, do crescimento econômico e da segurança.

A reunião sobre segurança cidadã na região ibero-americana termina nesta quarta e está previsto para amanhã um discurso do ministro da Justiça, Tarso Genro. EFE me/wr/fal

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