Semana de moda na Austrália reacende polêmica sobre uso de modelos jovens

SYDNEY - A aproximação do Australian Fashion Week (AFW), que tem início no próximo dia 28 de abril, reacendeu a discussão sobre o uso de modelos muito jovens e as acusações de promoção da síndrome de Lolita.

Ansa |

Os organizadores haviam decidido dar um papel central à modelo húngara Monika Jagaciak, de 14 anos, contratada junto de outras 16 modelos européias da agência Img Models, que controla a AFW. No etanto, a onda de críticas levou a organização do evento a recuar e excluir de suas passarelas as menores de 16 anos.


A modelo húngara Monika Jagaciack foi proibida de desfilar por ser muito nova / Reprodução

Um ano atrás a imprensa australiana havia acusado severamente a premiação da modelo Maddison Gabriel, de 12 anos, ocasião em que até o primeiro-ministro John Howard interveio pedindo a proibição de modelos menores de 16 anos.

Até agora o AFW havia defendido a decisão de empregar Monika, insistindo que a garota tem o apoio dos pais.

"Fomos acusados de promover a síndrome de Lolita, mas não é isso que nós fazemos", havia declarado o diretor da AFW, Simon Lock.

"Os estilistas amam ter estas modelos como cabide para suas criações, mas não querem desfrutar sua sexualidade de modo algum", continuou Lock.

Hoje, no entanto, Lock anunciou que "com efeito imediato, os modelos, tanto homens quanto mulheres, que participam da AFW, devem ter pelo menos 16 anos e serem representados por uma agência respeitável", acompanhando assim aos medidas já adotados em Londres e na França.

"Queremos assegurar que o evento seja de máximo benefício pelo setor e reflita os comportamentos da comunidade", prosseguiu Lock.

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