Semana da moda de Buenos Aires busca maior prestígio internacional

Joan Faus. Buenos Aires, 27 fev (EFE).- A valorização obtida pela criatividade dos desenhos e qualidade das roupas argentinas carregou de otimismo a semana da moda de Buenos Aires (BAFWeek), encerrada com a ambição de entrar em breve no circuito de grandes passarelas internacionais.

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A BAFWeek 2010 transformou Buenos Aires esta semana na capital sul-americana da moda. No entanto, ainda falta ao evento argentino o prestígio e a dimensão das passarelas de São Paulo e Medellín (Colômbia), as duas mais importantes da América Latina, e fica ainda mais longe das de Nova York, Paris e Milão.

"Buenos Aires está à altura e no caminho de ser perfeitamente reconhecida no calendário internacional nos próximos anos", afirmou à Agência Efe Carolina Lascano, porta-voz da organização da BAFWeek.

Para os responsáveis da passarela portenha, o ressurgir da moda argentina se deve a uma combinação de fatores, entre elas o talento e a criatividade de seus desenhistas, os quais, segundo Lascano, produzem "peças únicas e de qualidade".

Conforme eles, o que também influi é o "encantamento" de Buenos Aires, uma cidade "única" na América Latina, e o fato de que toda a indústria argentina se agrupe e colabore sob o auspício da BAFWeek.

"Desejamos nos aproximar de São Paulo", afirmou Lascano. Ela considera que Buenos Aires pode fazer frente à forte indústria brasileira com "questões culturais", como os detalhes das roupas argentinas e as texturas que utilizam.

Para os irmãos Javier e Alejo Estebecorena, promotores de uma das 15 marcas que desfilaram pela passarela da BAFWeek, a moda argentina é interessante porque possui uma "multiplicidade de visões" que não permitem classificá-la e oferece uma "variedade muito contemporânea" no exterior.

Esses dois irmãos argentinos, que elaboram roupa para homem que se vende na Argentina, Estados Unidos e Espanha, consideram que os mais criativos são os jovens desenhistas que começaram, como eles, há dez anos e que oferecem propostas "muito maduras".

Alejandra Gottelli, desenhista da firma Cubreme, cujas roupas de fibras orgânicas são comercializadas na BAFWeek, defende que o Governo argentino deveria enviar maiores ajudas às centenas de jovens que saem anualmente das escolas de moda.

Gottelli elogia o "estilo refinado" da moda argentina, mas adverte que as indústrias têxteis chilenas e peruanas crescem com força e que a São Paulo Fashion Week permanece "20 anos à frente" de Buenos Aires.

Os três dias da BAFWeek 2010 mantiveram o mesmo formato da edição anterior, na qual desfilaram as coleções de 15 desenhistas e foi habilitado um espaço para a compra dos produtos de várias marcas.

A BAFWeek 2010, que conta também com uma plataforma para jovens talentos e eventos comerciais, apresentou como principal novidade o trabalho com aviamentos - o nível de detalhe na confecção das roupas, como em botões.

Pela passarela da BAFWeek desfilaram modelos das mais importantes marcas nacionais e algumas internacionais, como Puma, EIS, Uma, Prüne, Rapsodia, Kostüme e Joana d'Arc. EFE jfa/sa

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