O julgamento do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, por uma suposta fraude fiscal do grupo de comunicação de sua família, voltou a ser adiado nesta segunda-feira por causa da ausência de testemunhas.

As fortes medidas de segurança em torno da sede de um tribunal em Milão davam a entender que Berlusconi deporia hoje, mas o premiê não se apresentou.

Perante a ausência de testemunhas, o juiz do caso, Edoardo D'Avossa, se viu obrigado a adiar a audiência para 12 de abril. Os advogados de Berlusconi, porém, já anunciaram que seu cliente não comparecerá porque estará em viagem oficial a Washington.

O anúncio da nova ausência de Berlusconi não agradou o juiz. "Esta não é a leal colaboração exigida pelo Tribunal Constitucional", afirmou à defesa.

Apesar disso, o juiz decidiu confirmar para 12 de abril a audiência, que será destinada a ouvir as testemunhas citadas pela defesa.

O processo Mediaset é um dos dois julgamentos em curso envolvendo o primeiro-ministro - no outro ele é acusado de corrupção. Nele, são julgadas irregularidades na compra e na venda dos direitos de transmissão de filmes americanos por parte do grupo da família Berlusconi.

A promotoria argumenta que o preço real dos direitos televisivos foi aumentado para a empresa driblar a receita e desviar dinheiro a contas no exterior.

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