Sem sinal de trégua, Israel mantém ataques aéreos contra Gaza

Bombardeios desta segunda-feira deixaram cinco mortos, elevando para 23 o total desde sexta-feira

iG São Paulo |

Ataques aéreos de Israel mataram três civis e dois militantes na Faixa da Gaza nesta segunda-feira, enquanto palestinos lançaram foguetes contra o sul do território israelense em uma escalada dos confrontos que desafia os esforços internacionais de trégua. Um estudante, um pai e sua filha estão entre os mortos.

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Palestinos carregam o corpo de militante da Jihad Islâmica morto em ataque aéreo de Israel em Khan Younis, sul da Faixa de Gaza
Sexta-feira: Ataque de Israel mata comandante palestino na Faixa de Gaza

A violência, iniciada pelo assassinato na sexta-feira de um importante líder militante palestino por Israel, tem sido a pior desde agosto entre Israel e o território governado pelo Hamas. Os confrontos deixaram até agora 23 mortos em Gaza, incluindo 18 militantes, dois israelenses seriamente feridos e perturbaram a vida de 1 milhão de israelenses que vivem em uma área ao alcance dos foguetes.

Em uma coletiva na Cidade de Gaza nesta segunda-feira, membros mascarados do braço militar da Jihad Islâmica reivindicaram um cessar-fogo de Israel e que o Estado judeu pare de ter militantes como alvo. "Alertamos os líderes do inimigo sobre as consequências de testar nossa paciência. Ela é limitada e pode ser transformada em fogo e destruição", disse um dos homens.

O principal porta-voz do Exército israelense, o general Yoav Mordechai, disse que Israel pararia os bombardeios somente se fossem suspensos os lançamentos de foguetes. Ele, porém, afirmou que o Exército continuaria a adotar ações preventivas para frustrar quaisquer planos dos militantes.

As localidades israelenses em um raio de 40 km ao redor da faixa (no litoral ocidental do centro do país) se encontram em estado de emergência e cerca de 200 mil crianças e estudantes israelenses não irão a seus colégios e centros de estudo.

Os bombardeios de Israel, dirigidos principalmente contra lançadores de foguetes e outros milicianos, feriram cerca de 70 palestinos desde a sexta-feira, segundo fontes médicas. Destes, 33, incluindo nove crianças e várias mulheres, foram feridos na noite de domingo, quando um míssil israelense atingiu a casa de um membro da Jihad Islâmica em Jabalya, o campo de refugiados mais povoado do território.

O ataque aéreo de sexta-feira matou Zuhair al-Qaissi , comandante do grupo militante por trás do sequestro de Gilad Shalit , um soldado de Israel que foi mantido em cativeiro por mais cinco anos e libertado no ano passado em uma troca por mais de 1 mil detentos palestinos.

AP
Palestinos inspecionam escombros de casa destruída depois de ataque aéreo de Israel em Jabaliya
Segundo o Exército israelense, o militante preparava "para os próximos dias" um plano de infiltração em Israel similar ao l ançado em agosto a partir da Península do Sinai , que deixou oito israelenses mortos e 40 feridos, sugerindo que o ataque aéreo sobre o carro foi necessário para frustrar o plano.

O Egito tem tentado mediar o fim dos confrontos, e o Hamas também apelou a outros países do Oriente Médio para que se unam às tentativas de trégua. Mas até agora não há nenhum sinal de progresso.

*Com AP, EFE e Reuters

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