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Sem diminuição dos subsídios , não haverá acordo em Doha, diz Lula

Brasília, 23 jul (EFE) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou hoje a posição do Brasil no sentido de que se não houver uma efetiva redução de subsídios nos Estados Unidos e no mercado europeu, não haverá acordo na Rodada de Desenvolvimento de Doha, patrocinada pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Lula afirmou que, caso se chegue a esse extremo, cada um que arque com sua responsabilidade, e defendeu que tanto os Estados Unidos quanto a União Européia (UE) devem entender que os países emergentes já não se subordinam à lógica deles. EUA e UE estão acostumados a um tempo em que não tinha negociação, eles impunham o que eles queriam e os outros eram obrigados a aceitar. No entanto, agora é preciso levar em conta a existência dos países emergentes, disse.

EFE |

Lula insistiu em que a eliminação dos subsídios é vital para reduzir a atual crise alimentícia mundial, pois abriria o caminho para os fortes crescimentos da produção agrícola em todos os países em desenvolvimento.

"Para os países mais pobres plantarem alimentos é preciso que haja perspectiva de mercado, para eles venderem seus produtos", disse o presidente.

Esta semana, em Genebra, os Estados Unidos disseram estar disposto a fixar um teto de US$ 15 bilhões para os subsídios concedidos a seus agricultores, mas a proposta foi rejeitada por Brasil e Índia, principais articulistas do Grupo dos Vinte (G20), que reúne as nações em desenvolvimento.

A Índia qualificou a proposta de "ridícula", enquanto o Brasil, através do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que era "um primeiro passo", mas chamou-o de "insuficiente".

Lula elogiou também a atuação de Amorim nas negociações feitas esta semana em Genebra, que são consideradas chave para salvar a Rodada de Doha do fracasso.

"O Celso Amorim é um extraordinário negociador, portanto, penso que estamos em boas mãos", afirmou o presidente. EFE ed/db

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