Sem quorum, referendo sobre lei eleitoral fracassa na Itália

Roma, 22 jun (EFE).- O plebiscito realizado no domingo e hoje na Itália para derrogar parte da lei eleitoral fracassou, já que não houve participação necessária para tornar válido o referendo, segundo dados provisórios do Ministério do Interior.

EFE |

À espera de que se conheça os números definitivos de participação, as primeiras projeções do Ministério, divulgadas às 15h de hoje (10h, Brasília), quando os colégios fecharam, situavam a presença das urnas em 17,64%, muito longe do mínimo necessário para que o referendo seja válido - 50% mais um.

O resultado representa um triunfo para a Liga Norte (LN), partido aliado do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, contrário ao referendo, assim como do opositor Itália dos Valores (IDV).

O partido Povo da Liberdade (PdL), de Berlusconi, estava a favor, embora não tenha feito campanha pressionado pela Liga Norte, enquanto o Partido Democrata (PD), principal da oposição, tinha pedido abertamente o "sim".

Mais de 51 milhões de italianos tinham sido convocados às urnas para que opinassem sobre a atribuição da posição de maioria à coalizão de listas ou à lista mais votada na Câmara dos Deputados e no Senado e a respeito do direito do candidato de se apresentar em várias circunscrições.

A atual lei garante "à lista ou à coalizão de listas" mais votada a maioria absoluta.

Se tivesse passado, a reforma faria com que nas duas câmaras o "prêmio de maioria" não fosse dado à lista ou à coalizão de listas mais votada, mas só ao partido com mais apoio, e um candidato poderia tentar uma vaga no Legislativo em apenas uma região. EFE JL/rr

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