Sem ajuda européia, Senegal cogita apelar a emergentes

O presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, disse nesta quarta-feira que a Europa está perdendo competitividade no continente africano e alertou que a África poderá se voltar a países emergentes como Brasil, China e Índia para conseguir ajuda econômica. Durante uma entrevista a jornalistas na Comissao Europeia, em Bruxelas, Wade pediu para que os países europeus aumentem a ajuda ao continente africano e afirmou os emergentes estariam oferecendo alternativas mais competitivas.

BBC Brasil |

"A África quer cooperar com a Europa, mas se a Europa se fechar em relação à África, quando nós temos Índia, China e Brasil nos oferecendo as mesmas coisas a preços mais baixos e com condições de crédito extraordinárias, isto também faz parte da realidade econômica", disse.

Wade criticou o projeto francês da União pelo Mediterrâneo - um bloco de 43 países na região do Mar Mediterrâneo, dos quais 27 ficam na União Europeia, e outros no Oriente Médio e norte da África.

Para o presidente do Senegal, este bloco faz com que a Europa concentre seus recursos nos países às margens do Mediterrâneo e se afaste dos países ao sul da África.

"Não queremos que essa União pelo Mediterrâneo sirva como mais um obstáculo que separe a Europa e a África", disse o presidente senegalês.

"Falo francamente, sinceramente, como amigo, que espero que vocês pensem sobre tudo isso e que juntos encontremos os meios para aumentar a cooperação entre a Europa e a África."
"Três ou quatro séculos de cooperação não devem desaparecer", acrescentou.

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