Seis pessoas morreram neste sábado no Afeganistão em dois atentados suicidas reivindicados pelos talibãs, um deles no centro de Cabul no qual um soldado norte-americano foi morto.

O centro da capital foi sacudido por uma forte explosão de manhã, em um local próximo a vários edifícios oficiais estrangeiros, em frente à embaixada da Alemanha e a cem metros de Camp Eggers, a maior base militar norte-americana de Cabul.

"Foi um atentado suicida", declarou o porta-voz do Ministério afegão da Defesa, general Mohammed Zahir Azimi. "Um terrorista suicida dirigia o carro-bomba", acrescentou o Exército norte-americano em um comunicado.

O atentado deixou cinco mortos, um soldado norte-americano e cinco civis afegãos, e cerca de 30 feridos, entre os quais há seis soldados e um civil norte-americanos.

As autoridades alemãs anunciaram que vários funcionários de sua embaixada ficaram feridos.

O atentado foi reivindicado pelos talibãs, por meio de seu porta-voz Zabihullah Mujahed.

O representante especial do secretário-geral da ONU no Afeganistão, Kai Eide, condenou um atentado que "demonstra de modo evidente o desdém dos rebeldes pela vida dos civis".

O ministro das Relações Exteriores alemão, Frank Walter Steinmeier, condenou "esse ato covarde" e assegurou que a Alemanha não se deixará intimidar e manterá sua missão no Afeganistão.

"Vi cinco pessoas, funcionários municipais, estendidos na rua. Gritavam pedindo ajuda. Em seguida foram levados pelas ambulâncias", explicou Ranjeet, um cidadão indiano que testemunhou os fatos.

A explosão provocou grandes danos materiais na embaixada da Alemanha e no acampamento norte-americano.

A capital afegã tem sido nos últimos anos alvo de diversos atentados suicidas reivindicados pelos rebeldes talibãs, embora a maioria dos ataques desse grupo tenha sido praticada no leste do país, como foi o caso do segundo atentado suicida do dia, que matou um civil e feriu seis pessoas.

O terrorista suicida lançou seu veículo repleto de explosivos contra um comboio conjunto das forças norte-americanas e afegãs no início da tarde no distrito de Chaparhar, província de Nangarhar (leste), indicou Ahmad Zia Abdulzai, porta-voz do governador da província.

O atentado foi reivindicado novamente pelo porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahed.

Esses episódios de violência foram registrados a três dias da cerimônia de posse do presidente norte-americano eleito Barack Obama, que considerou o Afeganistão uma de suas prioridades.

Segundo a imprensa norte-americana, Obama aprovou o envio de entre 20.000 e 30.000 reforços ao país asiático em 2009, o que poderá quase dobrar o número de militares norte-americanos mobilizados atualmente no país (32.000).

No total, há cerca de 70.000 soldados estrangeiros no Afeganistão.

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