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Seis milhões de refugiados não têm perspectiva de volta--ONU

Por Robert Evans GENEBRA (Reuters) - Cerca de seis milhões de pessoas ao redor do globo encontram-se sem perspectivas, vivendo como refugiadas por longos períodos, muitas enfrentando privações que alimentam o crime e o tráfico humano, disse na quarta-feira o alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para refugiados, Antonio Guterres.

Reuters |

Segundo Guterres, existem ao menos 30 áreas críticas no mundo, das quais as pessoas foram forçadas a fugir para países vizinhos e não conseguem voltar para casa há muitos anos.

Os seis milhões de refugiados não incluem milhões de palestinos, cujos casos são tratados separadamente pela ONU.

"O peso de abrigar esses refugiados recai quase que exclusivamente sobre os Estados em desenvolvimento. É importante reconhecer que a comunidade internacional como um todo não tem feito o suficiente para compartilhar esse fardo", disse ele em uma conferência.

"O problema de situações prolongadas com refugiados atingiu proporções enormes", declarou Guterres em um documento para os participantes da conferência anual organizada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

Muitos refugiados não podem voltar para casa porque seus países de origem estão em guerra civil ou afetados por sérias violações aos direitos humanos.

"Apertadas em assentamentos superpovoados, privadas de renda e com pouco para ocupar seu tempo, essas populações de refugiados são acometidas por todos os tipos de males sociais, incluindo prostituição, estupro e violência", disse ele.

"Sem surpresa, e apesar da restrição imposta a eles, muitos se arriscam em mudar para qualquer área urbana ou tentam migrar para outro país, colocando-se em mãos perigosas de contrabandistas e traficantes humanos."

Ex-primeiro-ministro de Portugal, Guterres disse à conferência que os seis milhões de pessoas passaram mais de 5 anos - muitos deles, diversas décadas - no limbo do exílio, principalmente na África e na Ásia.

O alto comissariado da ONU identificou como as cinco maiores situações de refugiados de longo prazo a dos afegãos no Paquistão e Irã; a do grupo étnico muçulmano Rohingya, de Mianmar, em Bangladesh; a de eritreus no Sudão oriental, e a de pessoas de etnia sérvia da Croácia e da Bósnia na Sérvia.

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