Seis crianças morreram em bombardeio dos EUA no Afeganistão, diz Polícia

Cabul, 11 jun (EFE).- Pelo menos seis crianças estão entre os mortos por um bombardeio das tropas da coalizão liderada pelos Estados Unidos na província central afegã de Ghowr, disse nesta quinta-feira à Agência Efe uma fonte policial.

EFE |

O bombardeio aconteceu nesta terça-feira no distrito de Shahrak, com o objetivo de matar o dirigente talibã mulá Mustafá, que, no entanto, parece ter sobrevivido.

"Algumas pessoas procuraram as tropas dos Estados Unidos e lhes passaram uma falsa informação, e então bombardearam nossa região.

Não estou ferido", disse hoje o próprio Mustafá em conversa por telefone com a agência afegã de notícias "Quqnoos".

Em um primeiro comunicado, o comando militar dos EUA no país reivindicou a morte de Mustafá e de 16 supostos insurgentes, mas hoje divulgou uma nova nota assegurando que "informações confiáveis" indicavam que o suposto líder talibã tinha sobrevivido.

"Mustafá é um inimigo do Afeganistão, e estamos trabalhando junto com funcionários afegãos até que seja capturado ou se confirme sua morte", assegurou na nota a porta-voz das tropas Christine Sidenstricker.

A operação aconteceu na terça-feira, em uma remota região do distrito de Shahrak, na província de Ghowr, quando as tropas detectaram que Mustafá foi a um encontro com muitos supostos insurgentes.

A fonte policial, que pediu anonimato, assegurou que o ataque atingiu um caminhão no qual estavam várias crianças, entre elas um filho de 6 anos e um irmão de 10 do mulá Mustafá, ambos mortos, segundo o suposto líder talibã.

O comando militar disse ter assegurado que não havia civis presentes antes de bombardear a região e matar 17 supostos insurgentes, mas anunciou hoje que existem "informações não confirmadas" sobre baixas de civis.

"Apesar de os serviços de espionagem e vigilância reforçarem os indícios iniciais de que todos os mortos no bombardeio eram alvos inimigos legítimos, as forças da Coalizão trabalham com seus parceiros afegãos para investigar os fatos", indicou na nota. EFE lo/mh

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