Seis anos de Guantánamo

Depois de quase seis anos, centenas de prisioneiros da guerra contra o terrorismo estão imersos em um verdadeiro buraco negro na prisão naval de Guantánamo:

AFP |

-- 2001 --

-- 11 de setembro: ataques nos EUA deixam quase 3.000 mortos.

-- 18 de setembro: Congresso autoriza o presidente americano a usar a força contra os países, organizações e indivíduos envolvidos.

-- 13 de novembro: George W. Bush prevê a criação de tribunais militares de exceção para julgar "combatentes inimigos".

-- 2002 --

-- 11 de janeiro: Os primeiros prisioneiros, descritos como "assassinos dentre os mais treinados e ferozes do planeta", chegam à base naval na Baía de Guantánamo, em Cuba.

-- 7 de fevereiro: O governo americano diz que as Convenções de Genebra não se aplicam a Guantánamo.

-- 2003 --

-- 18 de dezembro: Uma corte de apelação federal ordena que os detidos tenham acesso a um advogado.

-- 2004 --

-- 28 de junho: O Supremo Tribunal permite aos prisioneiros contestar sua detenção perante um tribunal federal dos EUA.

-- 30 de julho: O governo reage através da criação de "comissões militares de revisão" (CSRT).

-- 2005 --

-- 30 de dezembro: promulgação de uma lei que permite aos presos contestar os CSRT perante um tribunal em Washington.

-- 2006 --

-- 10 de junho: Três presos cometem suicídio em suas celas.

-- 29 de junho: a Suprema Corte invalida os tribunais militares de exceção, alegando que o presidente ultrapassou os seus poderes.

-- 12 de julho: Bush ordena a aplicação das Convenções de Genebra em Guantánamo.

-- Outubro de 17: promulgação de uma lei que cria novos tribunais militares de exceção.

-- 2007 --

-- 10 de março: É apresentado ante uma comissão CSRT Khaled Sheikh Mohammed (KSM), o suposto "cérebro" do 11 de setembro, transferido 6 meses antes de uma prisão secreta da CIA, acusado de trinta atos terroristas.

-- 2008 --

-- 5 de junho: KSM e quatro acusados de terem organizado o 11 de setembro são levados ante um juiz militar. Nenhum julgamento de fato se inicia

-- 12 de junho: O Supremo Tribunal entende que a Constituição garante os direitos dos detidos.

Mais de 800 prisioneiros já passaram pela base e cerca de 270 ainda estão presos, dos quais mais de dois terços em isolamento nas zonas de alta segurança.

fc/fb

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