Seguranças americanos se declaram inocentes de massacre de 14 civis no Iraque

Washington, 6 jan (EFE).- Os cinco agentes da empresa de segurança privada Blackwater acusados do homicídio de 14 civis iraquianos em um massacre ocorrido em Bagdá no ano de 2007 se declararam inocentes em um tribunal americano.

EFE |

Em uma audiência no Distrito de Columbia, os advogados de Paul Alvin Slough, Nicholas Abram Slatten, Evan Shawn Liberty, Dustin Laurent Heard e Donald Wayne Ball disseram como seus clientes se declaravam em relação às acusações.

Durante a sessão, o juiz do caso, Ricardo Urbina, leu as acusações que os agentes enfrentam: 14 de homicídio, 20 de tentativa de homicídio, uma pelo uso de armas de fogo em um delito de violência e outra pela ajuda e indução a um delito.

A audiência, que durou pouco mais de uma hora, basicamente serviu para que fosse marcada boa parte das próximas audiências.

A data proposta para o início do julgamento gerou grande debate, já que a Promotoria sugeriu que o caso começasse a ser julgado no segundo semestre, enquanto os representantes dos acusados alegaram que, dada a complexidade do processo, seria melhor começá-lo no começo de 2010.

O argumento da defesa irritou o juiz, que disse estar há 20 anos na profissão e conhecer todas as estratégias dos advogados, razão pela qual disse: "Não permitirei que a defesa manipule minha agenda por razões táticas".

"Meu interesse é levar o mais rápido possível este caso a julgamento", ressaltou.

No fim, Urbina marcou para 14 de janeiro de 2010 a pronúncia do caso e para 29 do mesmo mês a seleção do júri.

Os acusados, que têm entre 24 e 29 anos, foram colocados em liberdade sob a condição de que não entrem em contato com outros membros da equipe tática da Blackwater presentes no massacre de 14 civis ocorrido em Bagdá em setembro de 2007. EFE ca/sc

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