Segurança reforçada antes do anúncio do veredicto sobre Suu Kyi

Bangcoc, 31 jul (EFE).- As forças de segurança de Yangun reforçaram hoje a segurança nos arredores da penitenciária de Insein e pediram o fechamento do comércio da região diante da proximidade do anúncio do veredicto do julgamento da líder opositora birmanesa, Aung San Suu Kyi.

EFE |

Dois batalhões policiais se uniram aos agentes de segurança da prisão, onde na terça-feira houve a última audiência do julgamento, após um obscuro processo do qual apenas uma testemunha de defesa recebeu permissão para participar.

Suu Kyi, que passou quase 14 dos últimos 20 anos sob algum tipo de detenção, pode pegar até cinco anos de cadeia por violar as condições da prisão domiciliar que cumpria desde 2003, o que a deixaria fora das eleições que a ditadura militar birmanesa anunciou para 2010.

Ontem, os Estados Unidos renovaram seus pedidos de libertação da presa política mais famosa de Mianmar. "Achamos que deve ser libertada imediata e incondicionalmente, junto com os outros 2.100 prisioneiros políticos", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly.

A Junta Militar birmanesa alertou ontem a população que não tolerará nenhum ato de protesto contra o veredicto e lembrou que as pessoas que passam pela prisão "não têm direito a voto ou a concorrer em eleições".

Os partidários de Suu Kyi esperam com impaciência e poucas esperanças a decisão judicial, embora poucos observadores achem que um veredicto de culpabilidade desperte protestos similares aos de 2007, quando a alta do preço dos alimentos básicos e combustíveis provocou grandes manifestações lideradas por monges budistas.

"Aung San Suu Kyi está tranquila e concentrada no veredicto", disse Nyan Win, um dos advogados que a defenderam e porta-voz da Liga Nacional pela Democracia (LND), o partido liderado pela ativista.

Detida pela primeira vez em 1989 após se transformar na figura mais visível da oposição durante os grandes protestos de 1988, Suu Kyi foi acusada de descumprir a prisão domiciliar após a invasão de um cidadão americano em sua casa, em maio passado.

As duas mulheres que cuidavam de Suu Kyi em seu confinamento e o invasor, o americano John Willian Yettaw, também escutarão o veredicto das acusações que pesam contra eles pelo mesmo motivo.

Nyan Win já anunciou que apelará de uma possível sentença contra a líder opositora. EFE tai/bba

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