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Segurança máxima para a visita do Papa aos Estados Unidos

A polícia americana adotou medidas de segurança excepcionais para a visita que o Papa Bento XVI fará de 15 a 20 de abril a Washington e Nova York.

AFP |

Esta será a primeira viagem aos Estados Unidos do chefe da Igreja Católica desde os atentados de 2001 e a segurança é muito mais rígida que durante a visita do antecessor, João Paulo II, ao país.

A polícia trabalhará em estreita colaboração com os serviços secretos e os membros da Guarda Suíça, responsáveis pela proteção do Papa, durante os seis dias da estadia pontifícia.

O número de oficiais não foi revelado, mas a polícia anuncioi que incluirá homens-rã no East River, franco-atiradores nos terraços, helicópteros e carros blindados.

Brian G. Parr, diretor do serviço secreto para Nova York, responsável pela segurança das personalidades estrangeiras, disse que será adotada uma restrição de vôos a menos de 1.000 metros em três locais que serão visitados pelo Papa: o seminário de São José sábado de manhã, o "Marco Zero" e o estádio dos NY Yankees (time de beisebol da cidade) no domingo.

O chefe de polícia de Nova York, Raymond Kelly, comparou o dispositivo de segurança com o adotado em 2004 para a convenção do Partidos Republicano na cidade.

Além da verificação das identidades, serão instalados detectores de metais em todos os eventos da visita.

Ao contrário da primeira visita do João Paulo II ao país, que em 1979 presidiu uma missa em parque aberto no sul de Manhattan, a entrada dos eventos será estritamente controlada.

Outra visita de João Paulo II a Nova York em 1995, a primeira depois da tentativa de atentado de que foi vítima na praça São Pedro de Roma em 1981, também foi relativamente aberta, com uma missa no Central Park para 100.000 fiéis.

Bento XVI será recebido na Casa Branca em Washington no dia 16 de abril e pronunciará um discurso na Assembléia Geral da ONU em Nova York dois dias depois.

Os outros eventos importantes incluem uma visita ao "Marco Zero", área onde ficavam as Torres Gêmes do World Trade Center destruídas nos atentados de 11 de setembro de 2001, um encontro com dirigentes da comunidade judaica em Washington e uma visita à sinagoga de Park East em Manhattan, à convite do rabino Arthur Schneier.

Os grandes desafios para a polícia serão a missa do Papa em dois estádios, em Washington em 17 de abril e no estádio dos Yankees em Nova York três dias mais tarde.

A segurança nos dois locais será implacável, com ingressos de entrada intransferíveis com códigos de barra. O FBI exige que os fiéis compareçam seis horas antes do início das cerimônias.

Os fiéis serão bem menos numerosos que no passado. A arquidiocese de Washington emitiu 46.000 ingressos para a missa de 17 de abril. Em 1979, 175.000 assistiram a cerimônia de João Paulo II.

Apesar de ter se transformado em regra desde os atentados de 2001, a segurança reforçada responde a ameaças específicas. Mês passado, o líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden. acusou o Papa de estar comprometido em uma "nova cruzada" contra o Islã.

jah/fp

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