Segurança marca Parada do Orgulho Gay de Jerusalém

Jerusalém, 26 jun (EFE).- Três mil pessoas desfilaram hoje pelo centro de Jerusalém para apoiar gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros, em uma passeata que, pela primeira vez, transcorreu sem grandes incidentes por parte de judeus ultra-ortodoxos.

EFE |

"Feliz festa a todos. Hoje, somos todos jerosolimitanos. Pela primeira vez, festejamos sem violência, damos boas-vindas a todos sem distinção de religião ou credo", disse com o microfone em mãos um dos organizadores do evento, perante uma multidão concentrada esta tarde no Parque da Independência, em pleno centro de Jerusalém.

Sob o lema "Amor Infinito", a Parada do Orgulho Gay foi anunciada pelos dirigentes da Casa Aberta, a associação dos homossexuais de Jerusalém, como uma aposta contra a intolerância e a liberdade de expressão na cidade santa.

Amit Lev, porta-voz da marcha, disse à Agência Efe que a Parada Gay foi a "primeira em muitos anos" realizada sem problemas.

"Fazemos isto desde 2002 e, em 2005, três pessoas foram esfaqueadas por um ultra-ortodoxo judeu".

Para os que consideram a festa gay um ato de "provocação" - entre eles, o prefeito da cidade, o ultra-ortodoxo Uri Lupolianski -, Lev deu uma resposta pronta.

"Todos somos seres humanos e não menos sagrados que outras pessoas, religiosas ou seculares. Esperamos que algum dia possamos mostrar que Israel é sagrada e nós também, como qualquer outra pessoa criada à imagem de Deus", afirmou.

Casais homossexuais beijando-se, bandeiras com as cores do arco-íris junto com outras de Israel e balões de todas as cores deram o tom da celebração, discreta se comparada às realizadas em outros lugares do planeta.

A presença de 2.000 policiais acompanhando a passeata, em contraste com os 10.000 do ano passado, mostrou que incidentes não eram esperados, principalmente depois que os organizadores mantiveram conversas com rabinos e líderes religiosos para impedir atos violentos.

No entanto, um membro da comunidade ultra-ortodoxa foi detido por colocar um cartaz contrário ao evento. Além disso, a Polícia impediu que vários ativistas de extrema-direita se dirigissem ao parque onde a marcha foi concluída.

"Israel é um país muito liberal e livre, aqui não há apenas ultra-ortodoxos e conflitos políticos", disse Yoav Zeitun, que levava em uma mão a bandeira israelense e na outra a do orgulho gay.

EFE db/emm/sc

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