Segurança excepcional em Israel para a visita de Bento XVI

A polícia israelense vai mobilizar dezenas de milhares de efetivos, inclusive civis, para garantir a segurança do Papa Bento XVI, em sua primeira viagem à Terra Santa, de 8 a 15 de maio.

AFP |

A operação, denominada "batina branca", contará com 60.000 policiais e guardas de fronteira em todo o país, além de agentes civis, durante os cinco dias da visita, anunciou nesta quarta-feira o chefe da polícia David Cohen, em entrevista à imprensa perto de Jerusalém.

"É uma visita histórica (...) de grande importância nacional e internacional", declarou.

"Será uma operação complexa e esperamos não ter nenhum contratempo durante esta visita histórica", acrescentou, indicando, no entanto, que não há registro de ameaças particulares antes da chegada de Bento XVI.

As ruas principais de Jerusalém e os bairros serão fechados ao trânsito, assim como o espaço aéreo. O papa chegará a Israel proveniente da Jordânia.

"Jerusalém é um ponto muito sensível, particularmente a cidade velha e Jerusalém Oriental, porque o Papa visitará ali os lugares santos das três religiões", disse o comandante da polícia de Jerusalém, Aharon Franco, em referência à parte oriental da cidade, anexada depois de sua conquista, em 1967.

Ele precisou que 28.000 agentes e guardas estarão de plantão neste setor de Jerusalém.

O pontífice deverá percorrer as ruas da cidade antiga de papamóvel sob a proteção de sua guarda pessoal, mas também do Shin Beth, o serviço de segurança interior israelense.

O papa chegará na segunda-feira ao aeroporto internacional Ben-Gurion de Tel-Aviv e irá a Jerusalém de helicóptero. Sua saída de Israel está prevista para a tarde de 15 de maio.

Bento XVI será o terceiro papa a viajar à Terra Santa depois da visita histórica de Paulo VI em 1964 e a de João Paulo II, em 2000.

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