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Segundo turno no Afeganistão é grande desafio , diz Ban

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou nesta terça-feira a decisão do presidente afegão, Hamid Karzai, de aceitar a realização de um segundo turno do pleito presidencial no país, mas disse que a nova votação, marcada para 7 de novembro, será um grande desafio.

BBC Brasil |

"Parabenizo o presidente Karzai pela liderança mostrada e seu respeito a constituição e seus processos democráticos", disse Ban.

"O desafio de se conduzir uma segunda eleição é grande. Tentaremos garantir que todos os afegãos possam expressar suas vontades livremente, sem ameaças ou intimidações", afirmou.

"Faremos nosso melhor... para que estas eleições sejam justas e livres de fraudes. Não podemos repetir o que aconteceu da última vez. Sabemos que ocorreu fraude", completou.


Cartaz de campanha de Hamid Karzai rasgado e pintado em Cabul

Os desafios

Como obstáculos para a realização do pleito, analistas apontam a chegada do rigoroso inverno afegão que dificulta bastante o transporte de vilarejos até localidades eleitorais.

A falta de segurança no país, aliada a pressão do Talebã para dissuadir eleitores de votar, pode ser outro impedimento segundo analistas.

As zonas eleitorais também devem ser equipadas com cédulas e tinta, para marcar os dedos dos eleitores, em uma tentativa de se evitar fraude. A distribuição destes equipamentos provavelmente levaria mais do que os 15 dias disponíveis até a próxima votação, dizem analistas.

Outro problema é político. O segundo colocado nas eleições, Abdullah Abdullah não confiaria na Comissão Eleitoral Independente (CEI), órgão que supervisiona as eleições presidenciais no Afeganistão.

A CEI confirmou nesta terça-feira a realização de um segundo turno do pleito no país porque a recontagem dos votos indicou que nenhum candidato alcançou mais de 50% dos votos.

Estados Unidos

A decisão de Karzai também foi elogiada pelo presidente americano, Barack Obama, por meio de um comunicado.

"As ações do presidente Karzai estabelecem um precedente importante para a nova democracia afegã. As leis e a constituição do Afeganistão foram fortalecidas por sua decisão", disse.

Obama ainda levará semanas para decidir se aprova um plano para o envio de mais dezenas de milhares de soldados americanos para combater o Talebã no país, segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

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