Segundo ano da morte de jornalista russa é lembrado com homenagens em Moscou

Moscou, 7 out (EFE).- Centenas de pessoas se concentraram hoje no centro de Moscou para prestarem homenagens à jornalista russa Anna Politkovskaya por ocasião do segundo aniversário de seu assassinato.

EFE |

Participaram do ato cidadãos comuns, políticos opositores como Garry Kasparov e o ex-primeiro-ministro Mikhail Kasianov, além de jornalistas da revista "Novaya Gazeta", onde Politkovskaya trabalhou de 1999 até sua morte, informou a emissora de rádio "Eco de Moscou".

A maior parte dos presentes levou a edição especial da "Novaya Gazeta" publicada na última segunda, em cuja capa está uma foto de uma sorridente Politkovskaya, assassinada na porta de sua casa em 7 de outubro de 2006.

"Exigimos um julgamento público", "Não atirem", "Liberdade de expressão e não de assassinato" ou "Que os assassinos e seus encobridores respondam" eram algumas das palavras de ordem dos cartazes levantados pelos participantes.

O editor-chefe da "Novaya Gazeta", Dmitri Muratov, denunciou que após dois anos de investigação as autoridades ainda não identificaram quem encomendou a morte de Politkovskaya e defendeu o esclarecimento da participação das forças de segurança no caso.

O número especial da "Novaya Gazeta" inclui uma entrevista com responsável pela investigação do homicídio, Petros Garibian, que revela que a jornalista cruzou com seu assassino na porta da casa dela antes de morrer.

A edição especial também critica o fato de que, a pedido dos advogados, o caso foi a júri popular, que costuma ser mais complacente com os acusados do que juízes profissionais.

A audiência preliminar do julgamento pelo assassinato de Politkovskaya começará em 15 de outubro, mas entre os quatro réus não estão o assassino nem quem encomendou a morte da jornalista.

Contra o suposto autor material do crime, identificado como Rustam Makhmudov, há uma ordem internacional de busca e captura, enquanto sentarão no banco dos réus dois de seus irmãos como seus supostos cúmplices e um coronel do serviço secreto russo acusado de facilitar o crime.

O assassinato de Politkovskaya aconteceu quando a jornalista fazia uma reportagem sobre torturas sistemáticas na Chechênia, texto publicado cinco dias após sua morte.

A jornalista tinha confessado ter recebido várias vezes ameaças de morte dos serviços secretos russos, do Exército e de outras agências de segurança do Estado os quais tinha criticado duramente em suas reportagens. EFE io/wr/fal

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