Seguidores de Zelaya chegam a Tegucigalpa e exigem saída de Micheletti

Tegucigalpa, 11 ago (EFE).- Milhares de seguidores do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, começaram a chegar hoje a Tegucigalpa para exigir sua restituição no poder e a saída de Roberto Micheletti da Presidência do país.

EFE |

Procedentes de várias partes de Honduras, os manifestantes chegaram aos poucos a Tegucigalpa e estão concentrados a cerca de 200 metros da sede do Executivo hondurenho.

O dirigente popular Juan Barahona disse à Agência Efe que permanecerão durante "toda a semana" nesse mesmo lugar, mas terão outras atividades em diferentes pontos da cidade "até que Manuel Zelaya venha e os golpistas saiam do poder".

Também participam dos protestos a esposa do líder deposto, Xiomara Castro, acompanhada de sua filha Hortensia, e o sacerdote Andrés Tamayo, conhecido defensor do meio ambiente de origem salvadorenha.

A esposa de Zelaya disse aos jornalistas que os golpistas "não querem que se resolva a crise que eles provocaram" e anunciou que também acompanhará outro protesto similar realizado hoje em San Pedro Sula, a segunda cidade mais importante de Honduras.

Barahona afirmou que 20 mil pessoas são esperadas para os protestos em Tegucigalpa e acrescentou que a delegação da Organização dos Estados Americanos (OEA) que visitará a cidade, possivelmente no final de agosto, para conversar com o Governo de fato em Honduras também se reunirá com dirigentes do movimento de resistência popular que exige a restituição de Zelaya no poder.

Por volta das 12h locais (15h de Brasília), havia cerca de quatro mil pessoas nos arredores da residência oficial hondurenha. O grupo cantava palavras de ordem a favor de Zelaya e contra Micheletti, como "Fora golpistas", "Micheletti assassino" e "Aqui ninguém se rende".

Além disso, os manifestantes carregavam bandeiras hondurenhas (azuis e brancas) e outras vermelhas e pretas, cores com as quais se identifica a esquerda hondurenha e o movimento de apoio a Zelaya.

EFE gr/bba

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