Seguidores de Shinawatra retomam protestos na Tailândia

Bangcoc, 19 fev (EFE).- Mais de mil partidários do ex-primeiro-ministro da Tailândia Thaksin Shinawatra provocaram hoje com um protesto o fechamento da sede do maior banco tailandês, o qual vinculam ao golpe de Estado cometido em 2006.

EFE |

A manifestação em frente à sede do Bangcoc Bank, em pleno centro da capital tailandesa, foi convocada pela Frente Unida pela Democracia e Contra a Ditadura, a plataforma criada pelos aliados políticos de Shinawatra.

"O Bangcoc Bank é uma instituição capitalista que destruiu nossa democracia", disse aos manifestantes Worawuth Wichaidit, um dos líderes do protesto, o primeiro dos previstos pela oposição diante da proximidade da decisão judicial sobre se o Estado ficará com as propriedades do ex-primeiro-ministro.

Os manifestantes, também conhecidos como 'camisas vermelhas', alegam que a entidade bancária faz negócios com o presidente do Conselho de Estado, Prem Tinsulanonda, quem responsabilizam pelo golpe militar.

A direção do Bangcoc Bank pediu aos seus três mil funcionários para que deixassem a sede poucos minutos depois de os manifestantes ocuparem grande parte da avenida na qual está localizada.

Primeiro-ministro da Tailândia durante os anos 80, Tinunlasonda fez parte do conselho diretor do Bangcoc Bank. Segundo os líderes da Frente, recentemente recebeu empréstimos usados em operações comerciais irregulares.

A Frente cancelou a manifestação prevista para este sábado, mas seus dirigentes disseram que retomarão os protestos se, no próximo dia 26, a Corte Suprema tailandesa decidir pela apreensão dos bens de Shinawatra, atualmente bloqueados.

Os juízes decidirão se os 76 bilhões de bat (US$ 2,3 bilhões) depositados nas contas do ex-chefe de Governo passarão aos cofres do Estado.

"Não deixaremos de nos manifestar pacificamente até que o Governo renuncie e Thaksin retorne à Tailândia para devolver o poder ao povo", declarou um seguidor dos 'camisas vermelhas'.

"O poder do Governo vem dos militares, isso não é democracia", apontou.

O atual Governo, liderado pelo primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, assumiu o poder em dezembro de 2008 depois que os juízes dissolveram por fraude eleitoral o Executivo formado por aliados de Shinawatra, condenado à revelia a dois anos de prisão por corrupção e declarado foragido da Justiça.

A Tailândia está imersa em uma profunda divisão política desde o golpe contra o multimilionário Shinawatra, agora exilado em Dubai.

EFE grc/bba

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