TEERÃ - Cerca de uma dezena de seguidores do ex-primeiro-ministro iraniano Mir Hossein Mousavi, alguns com cargos de responsabilidade no governo do ex-líder Mohammad Khatami, foram detidos acusados de promover os protestos contra a polêmica reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, segundo fontes da oposição iraniana.

Segundo as fontes, entre os detidos destaca-se o ex-vice-ministro de Assuntos Exteriores Abdula Ramezamzadeh, e o diretor-geral da plataforma reformista "Frente de Participação", Mohsen Mirdamadi.

Também está detido o irmão do ex-presidente Khatami, Mohammed Reza Khatami, destacado membro da Frente, acrescentaram as fontes.

Além disso, foram levados para a prisão os jornalistas pró-reformistas Mustafa Tayezadeh e Dehzad Nabavi, e os políticos da mesma tendência Amin Sadeh e Said Shariati.

EFE
Mir Hussein Moussavi

Alguns meios de imprensa locais e estrangeiros afirmam que o próprio Mousavi está retido em seu domicílio, extremo que não pôde ser confirmado. Mas o paradeiro dele é desconhecido.

A maioria deles estava no dia das eleições no escritório do ex-presidente Khatami - que apoia Mousavi - atacado com bombas de fumaça por um grupo de milicianos islâmicos Basij no bairro de Queitarieh, no norte de Teerã.

Segundo as testemunhas relataram à Agência Efe, quando a Polícia chegou ao local retirou os Basij, mas não praticou detenções, embora alguns deles atacaram depois a sede.

Os detidos são segundo meios de imprensa estatais os organizadores dos protestos que no sábado explodiram na capital contra a surpreendente vitória eleitoral de Ahmadinejad.

As atenções agora se voltam para o comício da vitória que Ahmadinejad realizará neste domingo pelas ruas da capital.

Clima

Segundo o correspondente da BBC em Teerã Jon leyne, após um clima de calma no início da manhã, há relatos de novos enfretamentos entre a polícia e os manifestantes nos arredores do prédio da Irna e no subúrbio de Islamshah.

A polícia ergueu barreiras de concreto para impedir o acesso a algumas áreas do centro da cidade.

(Com informações da EFE e BBC)

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