Pequim, 21 jan (EFE).- As autoridades chinesas estão em alerta depois da morte de um jovem de 16 anos por gripe aviária, no terceiro caso do tipo em duas semanas, informou hoje a agência de notícias local Xinhua.

Como agravante, a imprensa local informou que a mãe de uma menina de dois anos que está em situação crítica afetada também pelo vírus H5N1 morreu há duas semanas.

A notícia gera preocupação pelo enorme risco que representa a possibilidade de que o vírus tenha sofrido mutação e agora esteja sendo transmitido entre humanos.

O ministro da Saúde, Chen Zhu, admitiu ontem que o país enfrenta uma situação ruim na hora de prevenir e controlar a infecção humana do vírus da gripe aviária.

O jovem de 16 anos morreu ontem de manhã na província central de Hunan, depois que seu caso se tornasse público horas antes.

"É a temporada alta para os casos humanos de gripe aviária", assinalou o ministro, que pediu que sejam duplicados os esforços para controlar a doença, tanto em humanos como em aves.

O caso da morte da mãe da menina doente que, segundo informa o diário "China Busness News", aconteceu em Hunan, há duas semanas, não foi divulgado ainda pela imprensa estatal.

As causas da morte não estão claras, já que não puderam ser recolhidas mostras da vítima, cujo cadáver foi incinerado.

Segundo o último relatório da OMS, com estes já chegam a 397 os casos de gripe aviária registrados desde 2003 em 15 países, em sua maioria no Sudeste Asiático. Dos atingidos pela doença, 249 morreram.

Os países com uma maior incidência da doença são Indonésia e Vietnã, enquanto na China foram registrados 34 casos em cinco anos, dos quais 22 resultaram em morte. EFE mz/rr

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