Seguem os protestos contra a Corte Eleitoral na Bolívia

La Paz, 3 mai (EFE).- Os partidos opositores ao presidente Evo Morales continuaram hoje seus protestos para pedir a renúncia do presidente da Corte Eleitoral da Bolívia, Antonio Costas, que entregou hoje o resultado definitivo da eleição regional e municipal do dia 4 de abril.

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La Paz, 3 mai (EFE).- Os partidos opositores ao presidente Evo Morales continuaram hoje seus protestos para pedir a renúncia do presidente da Corte Eleitoral da Bolívia, Antonio Costas, que entregou hoje o resultado definitivo da eleição regional e municipal do dia 4 de abril. Enquanto se realizava a leitura do resultado final do pleito em um hotel, cujas tendências não variaram nas últimas semanas, duas dezenas de candidatos de forças opositoras pediram às portas do lugar a renúncia de Costas, acusado de "inútil e mentiroso". Os partidos opositores acusam Costas de ter assinado, acima da lei, duas resoluções sobre a repartição de cadeiras nas assembléias regionais que favoreceram o partido do presidente Morales, o Movimento Ao Socialismo (MAS). Juan Baltazar, representante do opositor Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), disse à Agência Efe que "se demonstrou que a Corte Eleitoral está vendida ao MAS", por isso que os partidos de oposição seguirão com suas medidas de pressão. "A Corte Eleitoral só reflete a preferência do cidadão. Os resultados da votação não são algo pelo qual a Corte possa responder", apontou Costas. O ata final do pleito ratificou o MAS como a força ganhadora em seis de nove departamentos do país: La Paz, Chuquisaca, Cochabamba, Oruro, Potosí e Pando, enquanto os outros três foram para a oposição. Quanto às principais Prefeituras do país, o MAS só conseguiu o controle de Cochabamba, El Alto e Cobija, enquanto as outras sete se encontram em mãos opositoras. O presidente da Corte Eleitoral ratificou sua decisão de ficar no cargo até 2012, quando termina seu mandato, e anunciou que amanhã se apresentará perante a Câmara dos Deputados para explicar a distribuição das cadeiras. EFE vs/pb

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