NOVA YORK (Reuters) - Mergulhadores procuravam nesta segunda-feira pelos dois corpos que ainda estão desaparecidos no rio Hudson após a colisão entre um helicóptero e um avião de pequeno porte que deixou nove mortos no fim de semana em Nova York. Cinco turistas italianos e o piloto do helicóptero, nascido na Nova Zelândia, morreram no sábado, assim como o piloto norte-americano do avião, o irmão e o sobrinho dele, quando ambas as aeronaves caíram no rio após o acidente.

Sete corpos foram resgatados. A busca por vítimas e pelos destroços foi prejudicada por fortes correntes e pela visibilidade ruim no rio que separa Nova York e Nova Jersey.

O pequeno avião havia acabado de decolar do aeroporto de Teterboro, em Nova Jersey, quando colidiu com o helicóptero, que acabara de decolar no que seria um vôo turístico de 12 minutos sobre Manhattan.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse que o avião, um Piper Saratoga, aparentemente atingiu a traseira do helicóptero, um Eurocopter AS350, que era operado pela Liberty Helicopter, a maior operadora de helicópteros para passeios turísticos da região nordeste dos EUA.

"A principal responsabilidade dos pilotos é ver e evitar", disse Bloomberg a jornalistas nesta segunda-feira. "Infelizmente, às vezes as pessoas erram. Eu não sei quem errou nesse caso. Isso quem determina é o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes."

Fotos do acidente mostraram que uma das asas do avião se partiu após a colisão, assim como os rotores do helicóptero. Parte dos destroços caiu do lado de New Jersey do rio, em Hoboken, por pouco não atingindo motoristas.

O acidente ocorreu perto do local onde um jato da US Airways, com mais de 150 pessoas a bordo, caiu no rio este ano, após atingir um bando de gansos. Todos a bordo sobreviveram.

As autoridades afirmaram que não esperam encontrar a caixa-preta entre os destroços, pois aeronaves de pequeno porte não são obrigadas a tê-las.

A colisão levou a pedidos por uma regulamentação maior do tráfego aéreo nos movimentados canais da área de Manhattan, que são rotas importantes para pequenas aeronaves.

Investigadores esperam que sejam capazes de determinar a causa do acidente entrevistando controladores de tráfego aéreo e revisando as informações de radar e do controle de tráfego aéreo, assim como observando as fotos e outras evidências, informaram as autoridades.

A Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves registra que houve 70 colisões aéreas envolvendo 140 aeronaves nos Estados Unidos nos últimos dez anos. Houve fatalidades em 83 dessas aeronaves.

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