Lisboa, 14 mai (EFE).- O Poder Judiciário de Portugal prorrogou por mais três meses o segredo de Justiça do caso Madeleine McCann, a menina britânica desaparecida há um ano em um complexo turístico da região do Algarve (sul), mas ainda não decidiu se acusará formalmente seus pais, Kate e Gerry.

Um porta-voz da Procuradoria-Geral de Portugal disse hoje à Agência Efe que tinha solicitado a prorrogação do segredo de Justiça ao juizado de instrução e que ela tinha sido aceita.

Apesar de ainda não haver uma explicação formal, a imprensa afirma que a prorrogação dá mais tempo às autoridades para realizar a reconstituição do ocorrido na noite de 3 de maio de 2007.

A princípio, esperava-se que a diligência fosse feita antes de 15 de maio, mas isso não foi possível por causa da falta de garantia de que os amigos de Kate e Gerry que passavam as férias com eles no litoral português quando Madeleine desapareceu iriam a Portugal.

Os McCann também expressaram em várias entrevistas recentes sua disponibilidade para voltar a Portugal e participar da reconstituição dos fatos, mas somente se a iniciativa ajudar a investigação e for viável do ponto de vista legal.

O casal deixou precipitadamente o Algarve e voltou ao Reino Unido em setembro passado, quatro meses depois do desaparecimento de Madeleine, quando a Polícia portuguesa os declarou suspeitos de estarem envolvidos na possível morte acidental e ocultação do corpo da menina.

O seqüestro e a morte são duas hipóteses para explicar o sequestro de Madeleine, cujo caso continua sem uma resposta por parte da Polícia portuguesa, que mantém sobre Kate e Gerry a condição de suspeitos formais, mas sem acusá-los ou inocentá-los definitivamente.

A menina desapareceu quando dormia com seus dois irmãos gêmeos enquanto seus pais e um grupo de amigos britânicos jantavam em um restaurante próximo do complexo turístico Ocean Club, na Praia da Luz, onde passavam as férias.

Desde então, Kate e Gerry vêm insistindo que sua filha foi seqüestrada por algum estranho, e fazem uma campanha internacional para encontrar a menina. EFE arm/wr/gs

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