Século XXI teve na nova gripe sua 1ª pandemia

Redação Central, 9 abr (EFE).- Desde que surgiu há um ano, no México, a nova gripe (H1N1) causou cerca de 17.

EFE |

500 mortes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), chegou a mais de 200 países e infectou milhões de pessoas.

A OMS contabilizava até 28 de março de 2010 17.483 mortes confirmadas em laboratório em 213 países e territórios do mundo. Das vítimas, 8.175 estavam na América e 4.669, na Europa.

O Brasil é o segundo país em número de vítimas (2.087), atrás apenas dos Estados Unidos (2.670) e à frente do México (1.136), de acordo com dados da OMS.

Apesar dos números elevados, a doença não parece ter sido tão severa como tinha previsto a OMS, cuja gestão da crise está atualmente em interdição.

Os primeiros casos da nova gripe foram detectados em 11 de abril, no estado de Veracruz (México), e a primeira morte confirmada foi uma mulher do estado de Oaxaca, no dia 13 do mesmo mês. O alerta, porém, chegou apenas dez dias depois.

A partir de então, o vírus se propagou rapidamente. Em apenas alguns dias já estava em vários estados de México, Estados Unidos e Canadá e respingava na Europa.

No México, foram fechados escolas e restaurantes, atos oficiais, esportivos e religiosos foram suspensos, e as autoridades chegaram a aconselhar a população a ficar em casa.

Em 27 de abril de 2009, a OMS elevou o nível de alerta perante uma possível pandemia do nível 3 ao 4 (em uma escala de seis), ao verificar que o vírus era passado de pessoa para pessoa. Dois dias depois passou ao nível 5 e, em 11 de junho, declarou o nível 6 (pandemia).

Na época, a OMS lembrava que era uma cepa nova e "imprevisível", então sem vacina e que se expandia a grande velocidade - da mesma forma que o medo entre a população.

O medo gerou o cancelamento de viagens, fez com que se estabelecessem quarentenas, tirou as máscaras das prateleiras das farmácias e mercados e deixou mais 'frios' os cumprimentos.

No final de abril de 2009, o vírus tinha sido detectado em dez países, em junho, já estava em mais de 70, e em julho, em 120.

Então, a OMS calculava que no final da pandemia o vírus teria atingido dois milhões de pessoas no mundo todo.

As empresas farmacêuticas aumentaram a produção de antivirais, principalmente o oseltamivir (o Tamiflu da Roche) e o zanamivir (o Relenza da Glaxo), utilizados para reduzir os sintomas e a gravidade da doença. Ao mesmo tempo, foi lançada uma corrida contra o relógio para fabricar vacinas.

As primeiras foram autorizadas em setembro de 2009 em China, EUA, Austrália e a União Europeia. Em 21 de setembro, os chineses foram os primeiros a iniciar a vacinação.

O alerta começou a recuar no final do verão (hemisfério norte), embora também se tenha questionado a segurança e a efetividade das vacinas. Delas se dizia, por exemplo, que eram aprovadas com poucos testes e que podiam ter perigosos efeitos colaterais.

Os países ricos encomendaram grandes quantidades de vacina, parte das quais não chegou a ser usada devido ao pouco interesse da população, o que os obrigou a renegociar seus contratos com os laboratórios, devolver parte das reservas ou vendê-las a outros países.

No final de 2009, foi comprovado que a pandemia era muito mais moderada do que se esperava e cresceram as críticas à gestão da OMS, acusada de exagerar no alerta sobre o novo vírus e até de ser conivente com a indústria farmacêutica.

A OMS rejeita as acusações, mas se viu obrigada a anunciar que se submeteria a uma avaliação externa.

A organização mantém a recomendação de vacinar-se como medida de precaução, especialmente entre os grupos de maior risco (grávidas, doentes crônicos, trabalhadores do setor de saúde) e exigiu aos produtores de vacinas para a gripe comum que incorporem a cepa H1N1 em sua vacina para a próxima temporada gripal no hemisfério norte.

Cerca de 300 milhões de pessoas já se vacinaram contra a nova gripe no mundo, com um grau de efetividade, segundo a OMS, de entre 70% e 75%. EFE tsb/rr

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