Secretário-geral diz confiar em consenso sobre volta de Cuba à OEA

Washington, 27 mai (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse hoje acreditar que os países-membros do organismo chegarão a um consenso sobre a revogação da suspensão imposta a Cuba em 1962, e disse que isso seria uma grande coisa para a entidade.

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"Tenho grande fé na capacidade dos seres humanos de chegar a um acordo e espero que isso aconteça. Acho que seria uma grande coisa para a organização", afirmou em um intervalo da sessão ordinária do Conselho Permanente que ocorreu hoje para abordar o futuro de Cuba na OEA.

Insulza destacou que algumas pessoas estão convencidas de que se a suspensão a Cuba for suspensa, os delegados da organização vão chegar "na segunda ou na quarta-feira seguinte ao conselho e vai haver uma nova cadeira entre Costa Rica e Equador".

Contra o temor de alguns países, o secretário-geral do organismo disse que se trata de um "processo muito mais complexo", que começa pela vontade de Cuba de querer se reintegrar e de "fazer coisas práticas que ocorrem quando um país esteve fora de uma organização durante 47 anos".

Por isso, Insulza considerou que, por enquanto, o tema se limita ao debate sobre o levantamento das sanções a Cuba e sobre isso "pode haver um consenso", acrescentou.

Para ele, a readmissão de Cuba "é outro tema", já que o Governo cubano reiterou que não tem interesse em voltar à OEA e inclusive defendeu que a organização desapareça.

"Espero que alguma vez mudem de opinião, mas isso é uma decisão deles, não nossa, a nossa é em relação a uma resolução da Guerra Fria que, a meu ver, não deveria estar em vigor hoje dia", concluiu.

EFE cae/db

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