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Secretário-geral da Otan acha que Aliança deve encontrar razão de ser

Bruxelas, 5 mar (EFE).- O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, considerou hoje que a organização deve encontrar sua razão de ser aos 60, através da revisão de seu conceito estratégico, seis décadas após sua criação contra a União Soviética, em plena Guerra Fria.

EFE |

Os chefes de Estado e de Governo dos 26 países aliados aprovarão em 3 e 4 de abril, em Estrasburgo (França) e Kehl (Alemanha) uma nova orientação que modernize e adapte os procedimentos a uma nova realidade, na qual, por exemplo, a Rússia passou a ser considerada uma aliada diante de desafios como o Afeganistão e o Irã, embora persistam diferenças geoestratégicas com Moscou.

"Na minha opinião, a declaração sobre segurança aliada que será aprovada na cúpula deverá ressaltar a determinação da Otan para desenvolver toda sua gama de missões, de sua principal tarefa de garantir a segurança coletiva e expandir a estabilidade no mundo", disse De Hoop Scheffer.

O secretário-geral da Otan, que deixará o cargo este ano, quer deixar uma aliança mais moderna e eficaz.

Hoje, insistiu na abertura do Conselho de Ministros de Exteriores da Otan na necessidade de que a declaração que será selada na próxima cúpula "ofereça a visão e a orientação política necessárias para iniciar um processo de atualização do conceito estratégico que deixe claro o papel da Aliança no novo ambiente de segurança do século XXI".

Scheffer, que na próxima segunda-feira visitará Estrasburgo e Kehl para supervisionar os preparativos da reunião de 3 e 4 de abril, insistiu em que a cúpula "deve ser mais que um encontro festivo" "Confrontados a uma multidão de complexos desafios para nossa segurança, devemos ressaltar a determinação da comunidade de países, de um e de outro lado do Atlântico, para enfrentá-los", disse.

Assim, junto com a comemoração dos 60 anos da Aliança, a agenda inclui uma análise da situação no Afeganistão e de como a Otan pode contribuir para um desenvolvimento correto das próximas eleições no país.

Segundo Scheffer, os líderes - entre eles estará pela primeira vez o novo presidente americano, Barack Obama - abordarão também a cooperação aliada com outras organizações internacionais e países, com especial atenção ao Paquistão, e discutirão sobre as relações com a Rússia. EFE met-mvs/an

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