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Secretário-geral da ONU visita Porto Príncipe e diz que ajuda está a caminho

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, chegou neste domingo a Porto Príncipe na primeira visita após o terremoto que devastou a capital na última terça-feira. Ban chegou em um avião fretado e logo na chegada se encontrou com o chefe interino da missão de paz da ONU, Edmond Mulet.

BBC Brasil |

Do aeroporto, o secretário-geral seguiu para o centro da cidade, onde visitou as ruínas do prédio que abrigava a sede da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah), onde 40 corpos de funcionários da Organização já foram encontrados, entre eles o brasileiro Luiz Carlos da Costa, número 2 da missão no país.

Durante a visita, além de percorrer a cidade, Ban ainda se reuniu com o presidente haitiano, René Préval para discutir as necessidades mais urgentes e avaliar os esforços humanitários que chegam ao país.

Ao visitar o Palácio Presidencial, destruído pelo terremoto, Ban disse que estava no país "com uma mensagem de esperança de que a ajuda está a caminho".

Antes de embarcar, Ban afirmou que seguia para o Haiti com o "coração entristecido para expresssar solidariedade e o apoio total da ONU ao povo haitiano".

Segundo ele, são três as prioridades no Haiti no momento: salvar a maior quantidade possível de vidas, acelerar a assistência humanitária e garantir a coordenação da ajuda estrangeira que chega ao país.

"Nós não devemos desperdiçar nada, nenhum dólar", disse.

O secretário-geral afirmou que o Programa Mundial de Alimentos da ONU já está alimentando cerca de 40 mil haitianos e que esse total deve aumentar para 2 milhões dentro de um mês.

De acordo com Ban, o terremoto em Porto Príncipe é o "pior desastre humanitário em décadas".

"Os estragos, a destruição e a perda de vidas - é simplesmente arrebatador", afirmou.

O terremoto haitiano já é um dos eventos que causaram o maior número de mortes entre funcionários da ONU.

Sob reviventes
Neste domingo, a porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da Organização, Elisabeth Byrs, afirmou que as equipes de resgate já tiraram 70 sobreviventes dos escombros e disse acreditar que mais pessoas ainda possam ser encontradas vivas.

Ainda neste domingo, uma cinco pessoas foram resgatadas dos escombros com vida, alimentando as esperanças das equipes de resgate que trabalham dia e noite. Um dos sobreviventes, o dinamarquês Jen Christansen, era funcionário do Departamento de Assuntos Civis da ONU, e foi retirado dos destroços do prédio da Minustah.

Helicópteros dos Estados Unidos começaram neste domingo a lançar garrafas d'água para os sobreviventes na capital do Haiti, Porto Príncipe, enquanto em terra soldados evitam que a distribuição desencadeie violência.

Depois de dias resistindo sem provisões básicas, a população começa a receber a ajuda humanitária, embora muitos haitianos não tenham sido contemplados.

Os Estados Unidos firmaram a sua primeira base fora do aeroporto da capital, e estão distribuindo víveres de um morro dentro de um campo de golfe.

Já o programa de Alimentação das Nações Unidas distribuiu comida em uma das favelas da cidade, enquanto a organização não-governamental Oxfam também entregou água aos flagelados haitianos.

Na sexta-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, lançou um apelo à comunidade internacional para arrecadar US$ 550 milhões para ajudar ao Haiti.

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