Secretário-geral da ONU saúda acordo no Zimbábue

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, saudou o acordo de divisão do poder alcançado pelo governo zimbabuano e a oposição em Harare, nesta quinta-feira, e expressou seu desejo de que o pacto pavimente o caminho para uma paz duradoura.

AFP |

"O secretário-geral saúda o acordo alcançado hoje (quinta-feira), em Harare, entre o governo e a oposição sobre um governo de unidade nacional", informou uma nota divulgada pela assessoria de imprensa de Ki-moon.

"(Ban Ki-moon) espera que esse acordo pavimente o caminho para uma paz duradoura e para a recuperação do país, e contribua para rápidos progressos no bem-estar e nos direitos humanos do povo do Zimbábue, que sofreu durante muito tempo", completa o texto.

Hoje, o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, e o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, chegaram a um acordo para a divisão do poder no país, de acordo com anúncio feito pelo mediador da crise, o presidente sul-africano, Thabo Mbeki.

"Alcançamos um acordo em todos os temas da agenda, e haverá uma cerimônia para sua assinatura nesta segunda-feira, às 10h (hora local)", declarou Mbeki, em uma entrevista coletiva.

"Todos os negociadores (o presidente Robert Mugabe, o chefe da oposição, Morgan Tsvangirai, e o líder de uma facção dissidente da oposição Arthur Mutamara) aprovaram o documento e o assinaram", acrescentou Mbeki.

Os detalhes sobre "a constituição e a composição de um governo formado por todas as partes serão anunciados na segunda-feira", durante uma reunião à qual assistirão dirigentes da África Austral e de todo o continente.

O presidente sul-africano, que recebeu de seus colegas da África Austral a tarefa de mediar a crise zimbabuana, não detalhou o conteúdo do acordo.

As difíceis negociações para a divisão do poder no Zimbábue começaram em agosto, com o objetivo de tirar o país de uma crise política sem precedentes originada pela derrota do regime de Mugabe nas eleições gerais de 29 de março e pela polêmica reeleição do presidente no final de junho.

O diálogo foi interrompido em 12 de agosto, após três dias de negociações, e retomado na segunda-feira passada, após inúmeras tentativas regionais para relançar o processo.

gm-fj/tt/LR

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