Em discurso na Assembleia Geral da ONU, Ban Ki-moon diz que israelenses e palestinos querem a paz

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu o fim do impasse no Oriente Médio em discurso no primeiro dia da Assembleia Geral da organização, que deve ser marcada pelo pedido palestino pelo reconhecimento de seu Estado .

Ban Ki-moon discursa na Assembleia Geral da ONU, em Nova York
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Ban Ki-moon discursa na Assembleia Geral da ONU, em Nova York

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, pretende formalizar o pedido de adesão à ONU na sexta-feira. Em seu discurso, Ban destacou os esforços da organização para fazer avançar uma saída negociada, enfatizando que tanto israelenses quanto os palestinos "querem a paz".

"Devemos romper o impasse no Oriente Médio", disse Ban ao falar diante do auditório no qual se encontravam líderes com o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, e dos Estados Unidos, Barack Obama. "Os palestinos merecem um Estado, Israel precisa de segurança e ambos querem a paz. Estamos comprometidos a fazer grandes esforços para ajudar a conquistar a paz através de um acordo negociado", destacou.

Durante seu discurso, Ban convocou os países que mais contribuem com o orçamento da ONU a não abandonarem sua "generosidade", apesar da crise econômica. "Peço aos governos que tradicionalmente arcam com a maior parte dos custos a não abrandar em sua generosidade", disse. "Os orçamentos estão apertados, mas sabemos que investir através da ONU é uma política inteligente. Compartilhar a carga a torna mais leve. Reduzir os recursos não é a resposta", disse Ban.

O pedido de Ban ocorre num momento em que a oposição republicana no Congresso americano busca cortar as contribuições à ONU. Os Estados Unidos são o principal financiador da organização.

Ban lembrou "aos poderes emergentes, cujo dinamismo está crescentemente impulsionando a economia global", que "junto com o poder vem a responsabilidade".

"A todos, peço que deem o que puderem: experiência, soldados para missões de paz, helicópteros. Nunca subestimem o poder de sua liderança. Muitas vezes os países menores fazem algumas das maiores contribuições para o nosso trabalho", acrescentou o secretário-geral.

Dilma

A presidenta Dilma Rousseff abriu a Assembleia Geral nesta terça-feira. A função está a cargo do Brasil desde a 1ª Sessão Especial da Assembleia, em 1947. À época, coube ao diplomata brasileiro Oswaldo Aranha o discurso inaugural da sessão, tradição que se manteve desde então.

Vestindo saia e blusa azuis, Dilma ressaltou seu orgulho em ser mulher. "Pela primeira vez uma voz feminina inaugura o debate geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nessa tribuna, que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo", disse, sendo interrompida por aplausos entusiasmados.

Dilma afirmou que "o mundo vive um momento extremamente delicado", referindo-se à crise econômica mundial. Ela cobrou coesão política e coordenação macro-econômica entre países integrantes da ONU, G-20, FMI e outros organismos.

Com AFP

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