Secretário-geral da OEA está mais preocupado com terremoto que com reeleição

Santiago do Chile, 2 mar (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o chileno José Miguel Insulza, que chegou hoje de forma inesperada a Santiago, acompanhado de Lula, disse que está mais preocupado com o terremoto que afetou seu país que com os compromissos podem determinar sua reeleição.

EFE |

Insulza chegou ao Chile nesta segunda-feira procedente do Uruguai, onde assistiu à posse do novo presidente, José Mujica.

Segundo o próprio Insulza, no Uruguai ele ficou sabendo que Lula ia a viajar ao Chile, correu para o aeroporto e entrou no avião do presidente brasileiro, após pedir para ele o levar a Santiago.

"Não queria esperar mais para ver. Não tanto pelas ajudas, pois tudo isso pode ser tratado por telefone. Mas quando acontece uma tragédia como essa, as pessoas querem estar no seu país, saber como está o povo, querem olhar um pouco", explicou Insulza.

O ex-ministro chileno terá agora que conseguir uma forma de viajar para Washington, pois as decolagens do aeroporto de Santiago estão suspensas até quarta-feira devido aos danos às instalações por conta do terremoto.

"Eu acho que amanhã (hoje, terça-feira) encontrarei algum meio de transporte que me leve para o norte, e dali tomarei algum avião a Washington", explicou.

"Tenho que expor perante o Conselho Permanente da OEA na quarta-feira o meu programa para os próximos cinco anos, mas na realidade estou mais preocupado com o terremoto", declarou.

Ao ser perguntado pela ajuda que a OEA pode oferecer ao Chile, Insulza assinalou que recebeu algumas indicações que se referem sobretudo a ajuda para facilitar a comunicação e colaborar nos resgates.

O Governo do Chile anunciou nesta segunda que o número de mortos pelo terremoto de 8,8 graus na escala Richter já chega a 723. O abalo devastou várias regiões do centro e do sul do país. EFE frf/fm

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