Secretário-geral da OEA espera fim do embargo dos EUA a Cuba

Santiago do Chile - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou neste domingo que, com a recente revogação da suspensão a Cuba do Sistema Interamericano, espera que se caminhe para o fim do embargo dos Estados Unidos sobre a ilha.

EFE |

"É normal que essas pressões (do Governo americano) existam, mas espero sinceramente que se caminhe para o fim do embargo", afirmou, em declarações divulgadas pelo jornal chileno "La Nación".

Insulza afirmou que não se pronunciará sobre o que acontecer dentro de Cuba, mas destacou que "a democracia é mais bem promovida com a inclusão do que com a exclusão".

Neste sentido, disse que o pior para favorecer um clima libertário são as exclusões, os isolamentos, os embargos, as intervenções e as agressões, que são todos completamente negativos.

"Mas ainda há os que os defendem", enfatizou o secretário-geral da OEA.

Insulza disse que foi ele que promoveu a revogação da suspensão a Cuba porque, segundo ele, era bom para a OEA, já que uma instituição não pode continuar presa a uma resolução tomada no período da Crise dos Mísseis e de um eixo sino-soviético que não existe mais.

"Por que, enquanto todos os organismos do mundo vão se acomodando às novas realidades, a OEA vai continuar presa a uma resolução velha, anacrônica e ruim, inexplicável para o jovem de hoje?", perguntou o ex-ministro das Relações Exteriores e do Interior chileno.

Na quarta-feira passada, na localidade hondurenha de San Pedro Sula, os chanceleres que participaram da 39ª Assembleia Geral da OEA aprovaram uma resolução que levantou a suspensão imposta há 47 anos a Cuba.

Ao ser consultado se a decisão tomada pelos chanceleres pode ser considerada histórica, Insulza disse que, "se contribuir para colocar fim ao bloqueio, para que Cuba volte à OEA e para fazer das relações com este país um assunto normal no hemisfério, então será histórico, mas estamos começando o caminho, não o terminamos".

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