Washington, 3 mar (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o chileno José Miguel Insulza, apresenta hoje suas propostas para um segundo mandato à frente do organismo, em uma sessão na qual tentará conquistar todos os votos possíveis visando as eleições do próximo dia 24.

Insulza é, por enquanto, o único candidato a secretário-geral e, segundo o Governo de Santiago, já conta com votos suficientes para ser reeleito para outro período de cinco anos.

Atualmente, 33 países têm direito a voto (Honduras está suspenso, e Cuba não se reintegrou ao organismo, apesar de sua suspensão ter sido revogada em junho do ano passado). Para ser eleito, Insulza precisa de pelo menos 17 deles.

Até agora, além de seu próprio país, Insulza conta publicamente com o apoio do Brasil e dos governos de Costa Rica, Uruguai, Colômbia, Guatemala, El Salvador e República Dominicana, assim como boa parte dos países da Comunidade do Caribe (Caricom), que totaliza 15 votos, segundo fontes diplomáticas consultadas.

Entretanto, embora tenha votos suficientes para um novo mandato, é importante que Insulza tenha o maior apoio possível para seguir trabalhando.

Por isso, o chileno tentará, perante o Conselho Permanente do organismo, convencer os países que ainda não lhe deram seu apoio ou resistem a fazê-lo. Após apresentar seu programa, ele vai responder a perguntas e intervenções dos países-membros.

Entre os Estados que ainda não foram convencidos está o Peru, cujo chanceler, José Antonio García Belaúnde, disse recentemente que uma renovação na Secretaria-Geral da OEA "seria boa".

Os países da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), principalmente Venezuela e Nicarágua, também não deram respaldo, e disseram que estão considerando apresentar outro candidato que não seja tão "submisso" aos Estados Unidos como Insulza.

Porém, o secretário-geral ainda não tem, pelo menos por enquanto, o apoio dos EUA, que oficialmente resiste a revelar sua posição.

Na sessão extraordinária do Conselho Permanente, hoje, também será exposto o programa do "número dois" de Insulza, o surinamês Albert Ramdin, quem tenta reeleição como secretário-geral adjunto e também é o único candidato.

Na quinta-feira, Insulza e Ramdin vão apresentar suas ideias e projetos para o futuro da OEA perante organizações da sociedade civil. EFE cae/fm

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