Brasília, 8 mai (EFE).- O secretário de Estado espanhol para região ibero-americana, Juan Pablo de Laiglesia, fechou hoje uma visita ao Brasil na qual disse ter comprovado a vontade que existe para um trabalho conjunto bilateral e nos fóruns internacionais.

"Constatamos que nossa relação em âmbitos multilaterais é muito importante, mas mais importante é que está assentada em excelentes relações bilaterais, progressivamente ricas e fortes", disse De Laiglesia à Agência Efe antes de voltar a Madri.

Nesse marco, agradeceu ao Brasil pelo apoio que deu à Espanha para a participação do país no Grupo dos Vinte (G20, que reúne as nações mais ricas e principais emergentes), um dos fóruns nos quais disse que pode haver um trabalho conjunto mais profundo, assim como na própria comunidade ibero-americana.

O funcionário espanhol, que nos dois últimos dias se reuniu com diversas autoridades brasileiras, disse estar convencido que há "uma grande sintonia entre Espanha e Brasil" e que existe uma plena vontade de ambas partes por "fortalecer e aprofundar" a relação.

No último dia no país, ele se reuniu com o vice-chanceler, Samuel Pinheiro Guimarães, com quem disse que fez "um repasse da relação bilateral". Ambos coincidiram em que "não há divergência alguma no horizonte".

No entanto, também perceberam que "há muitos âmbitos nos quais podem ser feitos esforços maiores", entre os quais De Laiglesia citou particularmente a cooperação econômica e empresarial e na área de ciência e tecnologia.

O secretário de Estado espanhol também se reuniu com Marco Aurélio Garcia, assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, com quem disse que analisou a realidade da América Latina de um ponto de vista mais político.

Nesse sentido, ele explicou que ambos coincidiram em que "a saúde da região é muito boa", que houve uma "importante evolução" em termos políticos e que Espanha e Brasil estão dispostos a "prestar uma contribuição construtiva à paz e a estabilidade" regional.

Também analisaram o caso de Cuba, país sobre o qual compartilharam "o enfoque de que é necessário ter uma relação de diálogo com as autoridades cubanas, em um momento em que se aprecia uma dinâmica de mudança", disse. EFE ed/db

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