A confirmação do nome de Timothy Geithner como secretário do Tesouro no futuro governo Obama foi questionada nesta terça-feira, por problemas relacionados à declaração do imposto de renda e à situação migratória de uma de suas ex-empregadas domésticas.


O porta-voz do presidente eleito Barack Obama, Robert Gibbs, informou em comunicado que Geithner cometeu "um erro comum" em sua declaração e não sabia que o visto de permanência de uma empregada tinha expirado durante os três últimos meses em que ela trabalhou para ele.

Gibbs, no entanto, fez um apelo ao Senado para confirmar Geithner no cargo, dizendo que ele é o homem ideal para assegurar o restabelecimento da economia americana.

"Ele dedicou sua carreira ao país e serviu com honra, inteligência e distinção", disse Gibbs. "Esse serviço não deve ser manchado por erros que foram corrigidos tão logo descobertos."

Timothy Geithner, de 47 anos, é presidente do Federal Reserve de Nova York desde novembro de 2003, o que também faz dele vice-presidente do comitê de Política Monetária do Federal Reserve americano (Fed, o Banco Central dos EUA) e um grande especialista em mercados financeiros.

É um dos principais criadores das medidas de exceção tomadas pelo Fed para reativar a economia nacional, sobretudo, com o plano de resgate dos bancos.

Foi subsecretário de Assuntos Exteriores, durante o governo Bill Clinton, tendo sido diplomado em Estudos Asiáticos, na Universidade de Dartmouth (Hannover, New Hampshire), uma das mais antigas e prestigiadas dos Estados Unidos, na qual também estudou o atual secretário do Tesouro, Henry Paulson.

Apaixonado pela Ásia, estudou chinês e japonês e passou boa parte de sua infância no exterior, morando no Zimbábue, Índia e Tailândia, entre outros. Também possui Mestrado em Economia Internacional, na Universidade Johns Hopkins, Baltimore (Maryland, nordeste).

Antes de entrar no Tesouro, Geithner começou sua carreira trabalhando para a Kissinger Associates, consultoria criada pelo ex-chefe da diplomacia americana Henry Kissinger.

Após deixar o Tesouro, com a chegada de George W. Bush à Casa Branca, em janeiro de 2001, atuou, por um breve período, como pesquisador associado no Council on Foreign Relations, até assumir, entre novembro de 2001 e novembro de 2003, o Departamento de Elaboração e Exame das Políticas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

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