Secretário do Clima quer respostas sobre Copenhague em janeiro

Berlim - O secretário-executivo da Conferência da ONU sobre Mudança Climática, Yvo de Boer, espera que os países interessados em aderir ao acordo de princípios de Copenhague o façam até o próximo dia 31.

EFE |

Em coletiva de imprensa em Bonn, De Boer anunciou que no início de fevereiro viajará ao México para preparar com o presidente Felipe Calderón a agenda de 2010. Entre as atividades previstas está a conferência ministerial na cidade alemã, no final de maio ou no início de junho.

De Boer lembrou que conhecer a lista de países que aderem ao acordo de Copenhague - não adotado formalmente na cúpula - tem uma importância meramente administrativa.

O secretário-executivo acrescentou que os países que comunicarem sua adesão poderão também antecipar quais são seus planos de redução, no caso das nações industrializadas, ou seus planos de ação para combater a mudança climática, no caso dos países em desenvolvimento.

De Boer reconheceu que a reunião de Copenhague não deu resultados tão satisfatórios como era esperado, mas que formou uma base para que se continue trabalhando.

"Agora nos encontramos em um período de reflexão, que servirá para debater", afirmou.

O representante da ONU disse que Copenhague serviu para estabelecer alguns pontos fundamentalmente importantes, como as condições financeiras para mitigar os efeitos econômicos da luta contra a mudança climática nos países em desenvolvimento.

Em Bonn, De Boer pediu aos países industrializados que reservem suas respectivas verbas orçamentárias para este fim, como já foi feito, segundo ele, pela Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia).

O acordo de Copenhague estabeleceu um fundo total de US$ 10 bilhões entre 2010 e 2012 para os países mais vulneráveis enfrentarem os efeitos da mudança climática, e de US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020 para mitigação e adaptação.

O secretário-executivo freou as expectativas sobre um acordo vinculativo já no México, na cúpula que acontecerá no final do ano.

Segundo ele, os cerca de 20 países com os quais conversou nas últimas semanas esperam que da próxima reunião saiam apenas "conclusões" que possam virar, no futuro, um "pacote legal".

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