Secretário de Defesa dos EUA realiza visita surpresa ao Iraque

Robert Gates vai se reunir com funcionários do governo do país

EFE |

Washington - O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, chegou nesta quarta-feira a Bagdá, onde se reunirá com as tropas e os comandantes americanos, além de altos funcionários do governo iraquiano, informou o Pentágono.

Gates aterrissou na capital iraquiana procedente da Arábia Saudita, onde analisou com as autoridades sauditas a situação da região e concretamente a crise política iemenita, além da ameaça que o Irã significa para a região do Golfo Pérsico. O titular do Departamento de Defesa se reunirá com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, e com o presidente, Jalal Talabani, assim como com o presidente da região autônoma do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani.

Uma fonte do Pentágono explicou à imprensa americana que viaja com Gates que o secretário de Defesa prevê abordar em Bagdá a importância de o Iraque completar a formação do governo, especialmente nos ministérios relacionados com segurança, na medida em que os EUA retiram suas tropas. O chefe do Pentágono também ressaltará a necessidade de que o Iraque avance na aplicação dos acordos de reconciliação, que foram parte do processo inicial de formação do governo.

AFP
Robert Gates é recebido no Iraque pelo general americano Lloyd Austin

Gates reafirmará, além disso, o compromisso dos EUA com uma aliança a longo prazo com o Iraque, indicou a fonte, e destacará os benefícios mútuos de uma relação que continuará além do calendário previsto de retirada das tropas. O alto funcionário disse que a relação de Washington depois da retirada se caracterizará, provavelmente, por três fatores: o estado das Forças de Segurança iraquianas, os desafios em matéria de estabilidade que o Iraque enfrentará e a capacidade do governo de Barack

Obama de se relacionar com Bagdá em muitas áreas de atividade. Os grandes desafios que enfrentados pelas Forças de Segurança iraquianas se referem, principalmente, à defesa externa, como a proteção do espaço aéreo, porque os agentes não foram ensinados e equipados para exercer um trabalho tão importante, mas ao mesmo tempo "convencional", assinalou.

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