Secretário de Defesa dos EUA apoia divulgação de dados sobre tortura

WASHINGTON - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, apoiou nesta quinta-feira a decisão do governo de divulgar documentos que mostram como o governo anterior legitimou as torturas, mas expressou sua preocupação com possíveis repercussões.

EFE |


Gates, que visitou uma base militar na Carolina do Norte, , explicou que sua maior preocupação era proteger agentes da CIA (agência de inteligência) envolvidos nas torturas, mas que foram aplicadas dentro das diretrizes dada pelo Departamento de Justiça.

O ministro da Defesa destacou seu temor perante possíveis repercussões no Iraque, no Afeganistão e em outras áreas em que tropas americanas enfrentam a ameaça da violência de insurgentes islâmicos.

Para Gates, as revelações podem ter um impacto negativo nas tropas enviadas a zonas de conflito.

Segundo o secretário, nas discussões internas do governo sobre a conveniência da publicação dos documentos, houve o reconhecimento de que algumas dessas revelações poderiam ser usadas pela Al Qaeda e outros adversários.

Apesar das preocupações, o secretário de Defesa considerou que os detalhes das práticas de interrogação dos EUA não poderiam permanecer secretos, em referência a um relatório publicado na quarta-feira pela Comissão de Serviços Armados do Senado.

"Pensar que poderíamos reter tudo isso e manter tudo em segredo, inclusive se quiséssemos, provavelmente não seria realista", explicou.

O secretário defendeu também a postura do governo de que os agentes da CIA que aplicaram a tortura em interrogatórios não devem ser processados por seus atos.


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