Secretário da OEA destaca crescimento e estabilidade na América Latina

Santiago do Chile, 6 mai (EFE) - Na América Latina a economia está crescendo, a pobreza diminuiu e os Governos estão se tornando mais estáveis, afirmou hoje em Santiago o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, dizendo que há espaço para o otimismo. Nos últimos tempos tivemos boas notícias na região, estamos crescendo e, por isso, ocorrem coisas boas, como a diminuição da pobreza, que desceu de 42% em 2002 para 35% em 2007, ressaltou Insulza, ao expor na sede chilena da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso). Há motivos para se sentir otimista quando a indigência caiu mais rápido que a pobreza, indicou o também ex-ministro chileno do Interior e Relações Exteriores, que acrescentou que é preciso comemorar o desenvolvimento da democracia na América Latina. Acrescentou que esses bons resultados não significam que os países da região não tenham problemas para enfrentar. Passamos em poucas décadas de um período de ditaduras e de Governos muito instáveis a um período de democracia, com Governos instáveis que eram depostos de maneira habitual, ressaltou. Lembrou que, nos últimos anos, 11 presidentes na região não terminaram seus mandatos e três dos sucessores também não o conseguiram. Isso também mudou na América Latina, o que não significa que não tenhamos enormes problemas. Vêm tempos piores para a economia global e, portanto, como assegurar o crescimento econômico é um problema prin...

EFE |

"Estamos melhor preparados que antes, mas tempos mais complicados estão chegando", disse acrescentando que o crescimento da região, na maioria dos casos ocorreu por causa de um aumento das exportações e a melhoria de seus preços.

"Isso vai acontecer menos nos próximos anos e, portanto, vamos ter um problema de crescimento", advertiu o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos.

Destacou que há países que têm dificuldades para ter um crescimento baseado na alta dos recursos energéticos, especialmente do petróleo, e advertiu sobre o impacto que terá o aumento dos preços de alimentos como milho, trigo, arroz e azeite.

"É uma preocupação para todos, sobretudo em relação com o gasto público e os índices de pobreza que podem aumentar", disse.

Explicou que a escassez dos alimentos vai obrigar os Estados a desviar recursos para subsidiar alimentos aos setores mais pobres da população e que "as previsões ruins demonstram que até 10 milhões de pessoas poderiam cair novamente na linha de pobreza ou indigência".

No entanto, também pediu para olhar "pelo lado otimista", já que a América Latina é a região do mundo que importa menos alimentos (26,7%), e acrescentou que na área estão alguns dos grandes produtores de grãos e tem muita terra e capacidade para produzir alimentos. EFE mw/bm/db

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