Secretária dos EUA acha injustificado fechar fronteira com México

Washington, 29 abr (EFE).- A secretária de Segurança Nacional americana, Janet Napolitano, disse que, atualmente, não se justifica o fechamento da fronteira sul do país como medida para frear a propagação da gripe suína.

EFE |

Em seu primeiro comparecimento no Senado desde o surgimento do foco da doença no México, Napolitano afirmou que tomaria a decisão de fechar as fronteiras se fosse a recomendação das autoridades sanitárias, mas seria mais um gesto simbólico do que uma medida prática para conter a propagação.

No entanto, a secretária americana insistiu em que, por enquanto, não há condições que justifiquem o fechamento da fronteira sul.

O assunto foi um dos temas dominantes durante a audiência e gerou duras perguntas do presidente do Comitê, o senador Joe Lieberman, e dos senadores republicanos Susan Collins e John McCain.

O Governo dos EUA ordenaria o fechamento da fronteira comum com o México se o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês) recomendasse, após determinar que existe um "impacto significativo sobre a propagação da doença neste país", disse Napolitano.

A secretária de Segurança Nacional recebeu apoio nessa determinação da subdiretora interina para assuntos científicos do CDC, Anne Schuchat.

"A estratégia mais eficaz, atualmente, é que nos concentremos nas comunidades afetadas" e não no fechamento da fronteira, que seria "uma distração", disse Schuchat.

Schuchat disse que, ao contrário da gripe comum, o vírus A/H1N1 é algo "novo" sobre o qual se sabe muito pouco.

"Não sabemos todas as características" de como o vírus se comportará, disse.

Lieberman reconheceu o enorme impacto econômico de um fechamento da fronteira para os dois países e destacou a morte de uma criança de 23 meses pela gripe suína, o primeiro caso de morte nos EUA.

Acrescentou que o México tomou medidas, como o fechamento de lugares públicos, para conter a propagação.

Napolitano disse que a decisão do fechamento de escolas ou outros lugares públicos depende das autoridades locais e estaduais, mas que essa decisão tem que se apoiar na ciência e nos fatos.

Napolitano defendeu as medidas tomadas pelo Departamento de Segurança Nacional, em particular pelo Escritório de Alfândegas e Patrulha Fronteiriça (CBP, em inglês), que aumentou a avaliação das pessoas nos pontos de entrada aos EUA.

Collins disse que, atualmente, outros países estão tomando medidas "mais drásticas", como o uso desses scanners para frear o contágio da gripe suína, entre eles Cingapura, Tailândia, Japão, Indonésia, Coreia do Sul e Filipinas.

Perguntada por Collins sobre os scanners termais, Napolitano disse que esses equipamentos de alta tecnologia "nem sempre são precisos", porque alguns pacientes não têm febre ou não estão com o sintoma quando são examinados. EFE mp/an

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