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Secretária de saúde sugere que Obama poderá suavizar reforma no setor

Integrantes do governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sugeriram que o plano de reforma no sistema de saúde do país poderá sofrer mudanças em meio às pressões dos opositores do projeto. Obama está pressionando pela aprovação do plano para estender a cobertura de saúde para 47 milhões de americanos que não possuem plano ou seguro de saúde.

BBC Brasil |

Os planos de reforma iriam requerer que todos os americanos tivessem seguro saúde.

Mas a secretária de Saúde americana, Kathleen Sebelius, afirmou que esta nunca foi a mais importante prioridade de Obama e deu a entender que o presidente americano poderia aceitar a ideia da criação de cooperativas de seguro sem fins lucrativos.

Em uma entrevista ao canal de televisão CNN, Sebelius afirmou que o projeto de Obama, de um plano de seguro saúde administrado pelo governo - a chamada "opção pública" - não era "o elemento essencial" das reformas.

"Acredito que o que é importante é escolha e competição. E estou convencida de que, no final, o plano terá os dois", afirmou.

Em outro evento, o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs, também se recusou a afirmar que a "opção pública" era uma parte essencial do plano.

Gibbs afirmou que o governo de Obama vai analisar uma proposta alternativa de cooperativas sem fins lucrativos de propriedade dos consumidores que iriam vender o seguro saúde, competindo com a iniciativa privada.

A proposta atualmente está passando por ajustes no Comitê de Finanças do Senado americano.

Contraste
Os comentários das duas autoridades do governo americano contrastam com as declarações de Barack Obama em um discurso feito no sábado, no Estado do Colorado, no qual ele afirmou que sua confiança na "opção pública" é forte.

De acordo com o correspondente da BBC em Washington Imtiaz Tyab, se o governo americano fizer esta concessão indicada pela secretária de Saúde, provavelmente vai gerar insatisfação entre os muitos partidários liberais.

Por outro lado, as concessões também poderiam dar ao presidente Obama uma vitória necessária para uma importante prioridade de seu governo, a qual os republicanos são contra.

Houve algum progresso nas negociações na Câmara, para o fechamento de um acordo, mas as negociações sofreram um entrave no Senado. As duas casas precisam chegar a um acordo antes que o projeto possa se transformar em lei.

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