Seções eleitorais seguem abertas após fim de prazo na Venezuela

Caracas, 23 nov (EFE).- O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela declarou que as mesas de votação haja eleitores esperando devem ficar abertas, apesar de o prazo ter se encerrado às 16h locais (18h30 de Brasília), após a oposição acusar o presidente Hugo Chávez de usar este recurso para esconder um resultado desfavorável.

EFE |

"Aquelas seções eleitorais que tenham eleitores em fila devem permanecer abertas (...) até que tenha votado a última pessoa", disse a presidente do CNE, Tibisay Lucena, quem lembrou que assim indica a Lei Eleitoral.

Lucena deu essas declarações, junto à direção em plenário do organismo eleitoral, depois que representantes da oposição denunciassem que o CNE incorreria em uma fraude se prorrogasse o prazo das votações independentemente que existissem ou não eleitores na fila.

Julio Borges, Henry Ramos Allup e Ismael García, líderes dos partidos opositores Primeiro Justiça, Ação Democrática e Podemos, respectivamente, asseguraram minutos antes do discurso de Lucena que o CNE tinha recebido "uma fraudulenta" ordem do Governo do presidente Hugo Chávez para prorrogar a votação.

O Governo "sabe que está perdendo e por isso deu essa ordem", manifestou Borges, aos jornalistas nos arredores da sede principal do CNE em Caracas, junto aos outros dois dirigentes opositores.

Da mesma forma que Ramos Allup e García, Borges indicou que conhecem que uma ordem nesse sentido teria sido dada pelo Governo, que assim -disseram- pretende impedir "que se conheça que perdeu".

"Não vamos permitir que com fraude e golpes se tente desconhecer que majoritariamente, inclusive o próprio povo chavista, está dando uma surra a este Governo nas urnas", provocou Ramos Allup.

As autoridades do CNE "não são capazes de agüentar uma ordem das autoridades de Miraflores (palácio presidencial), que quer chutar a Constituição, mas nós não vamos aceitar vagabundagens para reverter os resultados", acrescentou.

"Não temos medo e vamos fazer tudo para defender a Constituição", assinalou Borges, enquanto García explicou que a intenção da suposta ordem -negada por Lucena- seria "obrigar" eleitores chavistas a reverter, na última hora, a votação a favor dos candidatos do Governo.

Em torno de 17 milhões de venezuelanos foram habilitados para escolher hoje os governadores de 22 dos 23 estados do país, mais de 300 prefeitos e mais de 200 legisladores locais, hoje majoritariamente alinhados a Chávez. EFE ar/jp

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