Seca na Argentina reduz produção de grãos e prejudica pecuária

Buenos Aires, 12 jan (EFE).- A seca na principal região agropecuária da Argentina reduzirá substancialmente a produção de grãos e causará perdas milionárias à pecuária do país, segundo relatórios privados divulgados hoje pela imprensa.

EFE |

A produção de milho da atual colheita deverá ser de apenas 15,5 milhões de toneladas, contra 22 milhões de 2007-2008, calcularam fontes de associações agropecuárias citadas pelo jornal "La Nación".

A seca, pior desde 1961 segundo cálculos oficiais, atrasou o cultivo da soja, o principal da Argentina, que deverá ocupar 16 milhões de hectares nesta safra, 2 milhões a menos do que a anterior.

A região mais afetada é a província de Entre Ríos, vizinha ao Uruguai, onde se teme a perda da metade da safra de milho, que, com 220 mil hectares, já ocupa uma área cerca de 30% menor do que na produção agrícola anterior.

Os agricultores de Entre Ríos também enfrentam a pior praga de gafanhotos das últimas duas décadas, afirmou o produtor Hugo de Angeli ao jornal.

As associações agropecuárias confirmaram que a colheita de trigo na última safra (2007-2008) foi de 8,8 milhões de toneladas, metade do ciclo anterior.

Além disso, no centro e no norte da Argentina a seca matou em torno de 40 mil cabeças de gado, o que corresponde a cerca de 30% do total, segundo cálculos de associações de criadores de gado dessas regiões.

A falta de chuvas afeta ao desenvolvimento de aproximadamente 4 milhões de bezerros que pastam na província de Buenos Aires, a mais rica do país, advertiu por sua vez o analista Víctor Tonelli ao jornal "Ámbito Financiero".

Tonelli calculou que entre a perda de peso dos bezerros e a baixa na quantidade de vacas grávidas os criadores de gado portenhos sofrerão perdas por volta de US$ 100 milhões. EFE alm/jp

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