Seca causa problemas a barcos no rio Mekong, na China

Pequim, 23 fev (EFE).- Um forte seca no sul da China, a pior em 50 anos segundo meteorologistas, deixou o rio Mekong com a metade de seu caudal habitual nesta época do ano, causando transtornos a mais de vinte barcos que percorriam o rio e ficaram atolados, informou a agência chinesa Xinhua.

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Segundo a agência, as autoridades tiveram que resgatar pelo menos 21 barcos e navios de bandeira chinesa. As embarcações foram proibidas de zarpar nos próximos dias, e os países vizinhos pelos quais também passa o rio (Mianmar, Laos, Tailândia, Camboja e Vietnã) foram alertados do risco.

O Mekong, que nasce no planalto tibetano, tem habitualmente um caudal entre 400 ou 500 metros cúbicos por segundo nesta época do ano, mas atualmente tem apenas 250.

Segundo os meteorologistas, o sul da China está afetado pelo fenômeno de "El Niño", que causou aumento das temperaturas e redução das precipitações.

O efeito estufa também pode ser um fator agravante da situação.

Segundo cálculos de cientistas, o clima da região aumentou a um ritmo de 0,2 graus por década.

Outro fator que afeta o Mekong é a construção em massa de açudes em seu curso pela China. Atualmente há três em funcionamento no país, mas há outros cinco sendo construídos, e a Tailândia também prepara obras deste tipo em afluentes do rio.

Outros países da região, que dependem do Mekong para a sobrevivência de grande parte de suas povoações rurais e para o transporte, culpam a China e a Tailândia pela situação.

Além dos problemas no Mekong, 12º rio mais longo do mundo, a seca e o calor causaram aumento nos incêndios florestais na província de Yunnan, que faz fronteira com o sudeste asiático, considerada uma das mais turísticas da China.

Mais de 180 focos de incêndio foram registrados na zona nas últimas semanas, dois deles junto a algumas das cidades mais visitadas, a capital provincial de Kunming e a turística Dali, antiga capital do reino da etnia Bai. EFE abc/fm

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