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Scotland Yard nega ter arquivado caso Jean Charles

LONDRES - A Autoridade da Polícia Metropolitana (MPA, na sigla em inglês), órgão que fiscaliza as atividades da polícia londrina, negou hoje ter arquivado por razões políticas um relatório sobre a investigação do assassinato do imigrante brasileiro Jean Charles de Menezes.

Ansa |

Membros da MPA haviam realizado no último mês de novembro uma revisão dos fatos envolvidos no incidente fatal, ocorrido em julho de 2005 na estação de metro de Stockwell, sul de Londres.

O relatório foi feito logo após a força policial ter sido declarada culpada pela morte do brasileiro, em uma investigação ocorrida na corte de Old Bailey, e o alto comissariado para Scotland Yard, Ian Blair, ter conseguido manter seu posto logo após receber um voto de confiança.

A revisão do caso foi demorada, no entanto, devido ao "grande volume" de material vinculado ao caso e à "análise meticulosa", explicou um porta-voz da MPA.

O porta-voz rejeitou a notícia dada pelo jornal londrino Evening Standard, de que a publicação de tal revisão foi demorada por razões políticas.

Fontes consultadas pelo jornal citaram demoras "inexplicáveis" na publicação do relatório.

Jean Charles, de 27 anos, foi assassinado a tiros no dia 22 de julho de 2005 por quatro agentes da Scotland Yard que o confundiram com Hussain Osman, um dos supostos responsáveis pelos atentados ocorridos no metrô de Londres.

A Polícia Metropolitana foi multada em outubro passado em US$ 350 mil pelo assassinato e teve de pagar também cerca de US$ 2 milhões pelos custos legais do processo.

Um jurado na corte de Old Bailey julgou culpada a força policial londrina por falhas na operação que terminou com a morte de Jean Charles.

O porta-voz da MPA confirmou, por sua vez, que a revisão do caso não irá investigar os papéis de Ian Blair nem de nenhum outro policial da força. (ANSA)

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