Schwarzenegger aprova políticas ambientais promovidas por Obama

LOS ANGELES (EUA) - O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, se mostrou hoje feliz com a chegada de Barack Obama à Casa Branca porque, disse, representará uma mudança de políticas de proteção ambiental e luta contra a mudança climática nos Estados Unidos.

EFE |

"Estou muito, muito feliz. Isto é muito importante para nosso país porque fomos os maiores poluentes do mundo e é questão de tempo que nós, como país, admitamos isso e trabalhemos juntos com outras nações para combater o aquecimento global", assegurou o político.

Schwarzenegger fez estas declarações na sessão de abertura da primeira Cúpula de Governadores sobre o Clima Global, que começou hoje em Los Angeles e na qual foi exibido um vídeo no qual Obama prometeu dar prioridade ao meio ambiente quando tomar posse do cargo.

O líder republicano da Califórnia aproveitou para destacar a liderança deste estado nos EUA na hora de adotar políticas "verdes", um processo que começou em 2006, e criticou a atitude da Administração de George W. Bush neste campo.

"Tivemos que encarar obstáculos em nível federal. Eles estavam tão entusiasmados com isto (quando a Califórnia se comprometeu a reduzir suas emissões de gases do efeito estufa) como as pessoas que viram meu primeiro filme, 'Hércules em Nova York'", disse para risos da platéia.

Segundo o governador, devido à falta de apoio federal, foi preciso buscar cooperação em outros estados do país e nações da América e Europa.

O líder não escondeu sua satisfação com a mudança que se aproxima em termos de políticas climáticas nos EUA, que seguirão a linha das estabelecidas por seu Governo na Califórnia, afirmou.

"Como Barack Obama acaba de dizer (no vídeo), esta Administração adotará nossas regulações e nossas leis e isto é realmente fantástico. Quero prometer que a Califórnia está pronta para fazer o que precisar para ajudar seu Governo a seguir sua visão ambiental", comentou.

A Cúpula de Governadores, na qual participam líderes regionais de diferentes países, entre eles o Brasil, termina amanhã com a assinatura de uma declaração que pretende servir de marco de trabalho para preparar o tratado que substitua o Protocolo de Kioto, que expira em 2012.

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